Pesquisa Gerp confirma liderança de Daniel Vilela em todos os cenários

Pesquisa realizada entre 6 e 10 de abril aponta liderança consolidada do governador, com até 45% das intenções de voto, vantagem superior a 20 pontos e menor rejeição entre os principais concorrentes
O governador Daniel Vilela lidera a disputa pelo governo de Goiás em todos os cenários analisados pelo instituto Gerp, segundo levantamento divulgado nesta terça-feira. A pesquisa mostra o emedebista com intenções de voto que variam entre 42% e 45%, abrindo vantagem consistente sobre os adversários.
No cenário principal de primeiro turno, Vilela aparece com 42%, seguido por Marconi Perillo, com 18%. Wilder Morais registra 15%, Adriana Accorsi tem 11% e os demais candidatos não ultrapassam um dígito. A diferença entre o primeiro e o segundo colocado chega a 24 pontos percentuais.
Quando o cenário inclui maior fragmentação entre candidaturas de esquerda, o governador amplia ainda mais a vantagem. Vilela atinge 45%, enquanto Marconi Perillo permanece com 21% e Wilder Morais com 15%. Outros nomes, como Luiz César Bueno, aparecem com apenas 5%.

🟩 Domínio nos cenários de segundo turno
Nas simulações de segundo turno, o levantamento reforça o favoritismo do atual governador. Contra Adriana Accorsi, Vilela soma 68% das intenções de voto, contra 17% da adversária. Em um eventual confronto com Marconi Perillo, o placar é de 61% a 26%.
Diante de Wilder Morais, a diferença também é expressiva. Vilela aparece com 64%, enquanto o senador registra 22%. Em todos os cenários, a vantagem varia entre 35 e 51 pontos percentuais.
🟨 Rejeição define o jogo
Outro dado que chama atenção é o índice de rejeição. Adriana Accorsi lidera com 39%, seguida por Marconi Perillo, com 31%. Valério Luiz Filho aparece com 28% e Luiz Cesar Bueno com 26%.
Daniel Vilela tem apenas 5% de rejeição, o menor índice entre os principais nomes testados. O dado reforça não apenas a liderança, mas também o potencial de crescimento eleitoral.
O levantamento ouviu 1.206 eleitores entre os dias 6 e 10 de abril. A margem de erro é de 2,88 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
ANÁLISE EXCLUSIVA
Aqui está o ponto que outros veículos tendem a ignorar:
1. Eleição pode estar praticamente definida antes da campanha
A soma de três fatores cria um cenário raro:
- liderança alta
- rejeição baixa
- adversários fragmentados
Isso indica que a disputa pode não ter segundo turno competitivo.
2. A esquerda está dividida e sem teto eleitoral
Os nomes ligados ao campo progressista aparecem pulverizados:
- Adriana Accorsi: 11%
- Luiz César: 5%
Mesmo somados, não ameaçam o líder.
3. Marconi Perillo tem teto claro
Apesar de ser o principal adversário, ele:
- não cresce nos cenários
- mantém patamar entre 18% e 26%
- tem rejeição alta (31%)
Isso indica limite estrutural de crescimento.
4. Baixa rejeição é o verdadeiro ativo de Vilela
O dado mais estratégico não é o percentual de votos, mas os 5% de rejeição.
Isso significa:
- alta margem para crescer
- baixa resistência do eleitor
- facilidade de migração de votos indecisos
5. Efeito incumbência consolidado
O governador não apenas lidera, mas amplia vantagem mesmo com mais candidatos no cenário, o que indica consolidação do voto e não apenas dispersão.



