Piso dos professores sobe para R$ 5,1 mil em Aparecida; demais servidores terão revisão de 4,14%
Leandro Vilela sancionou duas leis: uma atualiza o piso dos profissionais da educação para R$ 5.130,63, com reajuste de 5,4%, e outra concede revisão geral anual de 4,14% a servidores municipais, aposentados e pensionistas
O prefeito de Aparecida de Goiânia, Leandro Vilela, sancionou duas leis que mexem diretamente na folha de pagamento do município. A primeira estabelece o novo piso salarial dos profissionais da educação da rede municipal. A segunda concede revisão geral anual aos demais servidores públicos municipais. A medida foi publicada no Diário Oficial do Município na quinta-feira, 14 de maio de 2026.
Pela Lei nº 3.901/2026, o piso salarial dos profissionais da educação passa a ser de R$ 5.130,63 para docentes com formação em nível médio e jornada de 40 horas semanais. O reajuste aplicado à categoria foi de 5,4%, com efeitos retroativos a partir de 1º de maio de 2026.
Segundo a prefeitura, a atualização adequa o salário do magistério municipal ao piso nacional definido pelo Ministério da Educação, conforme previsto na Lei Federal nº 11.738/2008, que regulamenta o piso salarial nacional do magistério público da educação básica. O texto também altera a tabela salarial dos profissionais da educação do município.
Na prática, a medida atinge uma das categorias mais sensíveis do serviço público: os profissionais que estão dentro das salas de aula, na linha de frente da formação de crianças e adolescentes. O reajuste não resolve sozinho todos os desafios da educação pública, mas sinaliza reconhecimento formal a uma carreira que carrega pressão diária, cobrança social e responsabilidade direta sobre o futuro da cidade.

Além do piso da Educação, a gestão sancionou a Lei nº 3.900/2026, que concede revisão geral anual de 4,14% aos servidores efetivos, comissionados, empregados públicos, aposentados e pensionistas ligados à administração direta, autarquias e fundações municipais. A revisão também alcança servidores do Legislativo, agentes políticos do Executivo e vereadores.
O índice de 4,14% corresponde à recomposição inflacionária acumulada entre maio de 2025 e abril de 2026, conforme previsto no artigo 37 da Constituição Federal. A lei deixa claro que esse reajuste geral não se aplica aos servidores do magistério, que receberam atualização específica por meio da nova legislação do piso da Educação.
A diferença entre os dois movimentos é importante. Para os profissionais da educação, houve uma adequação ao piso nacional do magistério. Para os demais servidores, a revisão geral anual busca recompor perdas inflacionárias. Em linguagem simples: uma medida atualiza o piso de uma carreira específica; a outra tenta repor parte da perda do poder de compra do funcionalismo municipal.
Leandro Vilela afirmou que a valorização dos profissionais da educação representa “reconhecimento, respeito e compromisso com quem dedica a vida à educação pública de Aparecida”. Segundo o prefeito, o reajuste foi viabilizado após um processo de reorganização financeira realizado pela administração municipal ao longo de 2025.
O ponto político da decisão é claro: reajustar salário de servidor é uma medida com impacto direto no orçamento, mas também com repercussão imediata na vida de milhares de famílias. Professores, administrativos, aposentados e pensionistas dependem desses vencimentos para pagar contas, consumir no comércio local e manter renda circulando dentro da própria cidade.
Em Aparecida, a sanção das duas leis coloca a gestão sob dupla vitrine. De um lado, o governo ganha discurso de valorização do funcionalismo. De outro, assume a responsabilidade de provar que o aumento cabe no orçamento e que o servidor valorizado terá condições de entregar mais qualidade à população.
No fim, o reajuste no contracheque é apenas a parte mais visível da notícia. A parte decisiva virá depois: quando professores voltarem à sala de aula, servidores atenderem o cidadão e o município mostrar se consegue transformar valorização salarial em educação mais forte, serviço público mais eficiente e respeito concreto a quem sustenta a máquina pública todos os dias.
Serviço
O quê: sanção de reajustes salariais em Aparecida de Goiânia
Prefeito: Leandro Vilela
Lei da Educação: Lei nº 3.901/2026
Novo piso da Educação: R$ 5.130,63
Jornada de referência: 40 horas semanais
Formação de referência: nível médio
Reajuste da Educação: 5,4%
Efeito retroativo: 1º de maio de 2026
Lei dos demais servidores: Lei nº 3.900/2026
Revisão geral anual: 4,14%
Quem recebe a revisão geral: servidores efetivos, comissionados, empregados públicos, aposentados e pensionistas da administração municipal, além de servidores do Legislativo, agentes políticos do Executivo e vereadores
Observação: o reajuste geral de 4,14% não se aplica ao magistério, que recebeu atualização própria pelo piso da Educação



