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Inteligência artificial do Google acende alerta de “Google Zero” e preocupa veículos de mídia

Por Ana Lucia
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A transformação no comportamento de busca já é sentida. De acordo com estudo da consultoria Enders Analysis em parceria com a associação PPA, metade das editoras relatou queda no tráfego vindo do Google nos últimos 12 meses.
O levantamento mostra ainda que 4 em cada 5 usuários fazem buscas de “clique zero” em pelo menos 40% das vezes. Nesse modelo, o internauta recebe a resposta pronta no buscador, sem acessar diretamente o conteúdo publicado pelos veículos originais.
O Google, por sua vez, afirma que os cliques gerados pelos resumos de IA são de “maior qualidade” e que busca equilibrar a experiência do usuário com o direcionamento para fontes confiáveis.
Para empresas de mídia, entretanto, a equação é clara: menos cliques significam menos receita publicitária, o que amplia o desafio de sustentabilidade em um setor já pressionado pelas transformações digitais das últimas décadas.
O debate sobre o uso de conteúdo jornalístico sem remuneração também chegou ao Brasil. A Folha de S. Paulo entrou com ação contra a OpenAI, alegando concorrência desleal e utilização de reportagens — inclusive pagas — para treinar modelos de linguagem e produzir resumos, sem autorização ou compensação financeira.
A discussão se soma a iniciativas em outros países que cobram remuneração obrigatória pelo uso de conteúdo jornalístico por big techs, a exemplo da Austrália e do Canadá. Especialistas apontam que o embate tende a se intensificar nos próximos meses, à medida que a inteligência artificial se consolida como parte do cotidiano de pesquisa e consumo de informação.

GED

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