Bruno Peixoto assume o União Brasil e vira peça-chave no tabuleiro de 2026

Presidente da Alego foi oficializado no comando estadual do União Brasil durante convenção em Goiânia; partido mira ampliar bancadas em 2026, apoiar Gracinha Caiado ao Senado e negociar internamente o projeto presidencial de Ronaldo Caiado
O deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Goiás, Bruno Peixoto, foi oficializado nesta quarta-feira, 13 de maio de 2026, como presidente estadual do União Brasil em Goiás. A confirmação ocorreu durante convenção da legenda em Goiânia, com a presença de prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, deputados e lideranças nacionais do partido, entre elas o presidente nacional da sigla, Antonio Rueda.
A posse de Peixoto no comando estadual marca uma reorganização estratégica do União Brasil em Goiás. O partido chega ao novo ciclo político em meio às articulações para as eleições de 2026 e sob o impacto da saída do ex-governador Ronaldo Caiado da legenda para disputar a Presidência da República.
Bruno Peixoto já presidia a comissão provisória do partido e agora passa a comandar oficialmente a estrutura estadual. Na prática, deixa de ser apenas um operador legislativo influente e assume a missão de organizar candidaturas, fortalecer diretórios, atrair lideranças e montar uma chapa competitiva para deputado estadual, deputado federal e Senado.
Durante o evento, Antonio Rueda exaltou o peso político de Ronaldo Caiado e chamou Bruno Peixoto de “o futuro do partido”. A frase, curta e calculada, dá a dimensão do recado interno: o União Brasil quer mostrar que, mesmo com Caiado em outro caminho partidário, a sigla continuará com comando, musculatura e projeto próprio em Goiás.
O gesto também projeta Peixoto para além da Assembleia. Como presidente da Alego, ele já ocupa uma das cadeiras mais importantes da política estadual. Agora, no comando do União Brasil, passa a controlar uma engrenagem decisiva para 2026: distribuição de espaço político, construção de alianças, formação de chapas e articulação com a federação União Progressista, formada por União Brasil e PP.
Ao assumir a presidência estadual, Bruno Peixoto afirmou que o objetivo é eleger de seis a sete deputados federais e de seis a sete deputados estaduais em 2026. Ele também reafirmou apoio à pré-candidatura de Gracinha Caiado ao Senado.
Essa meta revela ambição. Em política, número de deputados significa tempo de televisão, poder de negociação, força em Brasília, presença territorial e influência sobre governos. Eleger uma bancada robusta é garantir que o partido não seja apenas coadjuvante na eleição, mas peça obrigatória em qualquer composição majoritária.
O nome de Gracinha Caiado também aparece como ponto central da estratégia. Ao defender a eleição dela para o Senado, Bruno sinaliza continuidade do capital político construído pelo grupo caiadista em Goiás. Mesmo com Ronaldo Caiado em rota nacional, a base tenta preservar presença estadual, manter vínculos municipais e transformar popularidade administrativa em voto legislativo e majoritário.
Bruno Peixoto, portanto, assume um partido em transição. De um lado, herda a força do caiadismo, a presença de prefeitos e a estrutura de uma das maiores siglas do país. De outro, enfrenta o desafio de provar que o União Brasil em Goiás não depende apenas de um nome nacional, mas de organização, chapa competitiva e comando político próprio.



