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Divergência nas Notas das Redações do Enem 2025 Gera Debate

Quatro das dez redações nota mil do Enem 2025 tiveram avaliações divergentes, levantando questões sobre o processo de correção.

O resultado das correções das redações do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 trouxe à tona divergências significativas entre os avaliadores. Das dez redações que alcançaram a nota máxima, quatro passaram por avaliações conflitantes entre os corretores, segundo informações recentes.

Em um dos casos mais notáveis, um candidato do Recife recebeu notas iniciais de 600 e 760 de dois corretores diferentes. A discrepância levou à convocação de uma banca extraordinária, que decidiu pela nota mil. Esse processo de avaliação, previsto para quando as notas dos dois primeiros corretores divergem consideravelmente, envolve um terceiro corretor e, se necessário, uma banca final para dar a palavra definitiva.

Critérios de Avaliação em Debate

As divergências nas notas são atribuídas a diferentes interpretações dos critérios de correção, especialmente em relação ao uso de repertórios socioculturais. As regras do Inep para o Enem 2025 exigem que tais repertórios sejam bem contextualizados, penalizando o uso de citações genéricas nas competências avaliadas.

Professores que participaram da banca avaliadora apontam que as instruções sobre o que constitui um ‘repertório de bolso’ variaram entre os corretores, resultando em diferenças de até 80 pontos em algumas avaliações. A falta de uniformidade nas orientações durante os treinamentos dos corretores é vista como um fator que contribuiu para essas discrepâncias.

Mudanças nas Regras de Correção

Em fevereiro de 2026, foi revelado que o Inep implementou novas regras de correção para o Enem 2025, que podem não ter sido compreendidas de forma consistente por todos os corretores. Uma das mudanças envolveu a ligação entre as competências 2 e 3, o que resultou em penalizações duplicadas para repertórios socioculturais inadequados.

Especialistas em educação destacam que esses problemas de comunicação e gestão precisam ser abordados para garantir a equidade no processo de avaliação. O Inep defende que a banca extraordinária é composta por especialistas qualificados, garantindo que a nota final seja fruto de uma análise técnica consistente.

GED

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