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Trump exige “rendição incondicional” do Irã em meio à escalada de tensão no Oriente Médio

Conflitos envolvendo Israel, Irã e países do Golfo aumentam pressão geopolítica e fazem preço do petróleo ultrapassar US$ 90

A escalada de tensão no Oriente Médio ganhou um novo capítulo após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou que não haverá acordo com o Irã sem uma “rendição incondicional” e mudanças na liderança do país.

A declaração foi publicada pelo presidente na rede Truth Social e ocorre em meio a um cenário de intensificação dos confrontos na região. Segundo informações divulgadas por autoridades militares, o Israel realizou ataques a infraestruturas consideradas estratégicas em Teerã, capital iraniana, e também atingiu áreas no sul de Beirute, no Líbano, com o objetivo de enfraquecer posições do grupo Hezbollah.

Relatos militares indicam ainda que cerca de 50 caças participaram de operações que teriam destruído um bunker ligado ao líder supremo iraniano, Ali Khamenei.

Ao mesmo tempo, diversos países do Golfo relataram ataques atribuídos ao Irã. Entre eles estão Arábia Saudita e Bahrein, que afirmaram ter sido alvos de ofensivas recentes.

Autoridades norte-americanas também investigam um ataque aéreo que atingiu uma escola primária no Irã e deixou dezenas de crianças mortas. Segundo um funcionário do governo dos Estados Unidos, há indícios de que o bombardeio possa ter sido realizado por forças americanas, informação que ainda está sob análise.

Outro elemento que aumenta a tensão internacional é a acusação de que a Rússia estaria compartilhando informações sobre posições militares dos Estados Unidos no Oriente Médio com autoridades iranianas.

O cenário de instabilidade também impacta os mercados globais. O preço do petróleo tipo Brent ultrapassou US$ 90 por barril, refletindo preocupações com o fornecimento de energia e a segurança no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes para o transporte de petróleo no mundo.

Diante da possibilidade de ataques a embarcações na região, o governo americano anunciou um plano para garantir seguros contra riscos de guerra para navios que transitarem pelo estreito, com cobertura estimada em até US$ 20 bilhões.

GED

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