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Trump defende acordo entre EUA e Cuba e descarta intervenção militar

Em meio a tensões sobre embargo de petróleo, Trump sinaliza abertura para negociações com Havana.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste sábado, 26 de setembro, que acredita na possibilidade de um acordo com Cuba, descartando a necessidade de intervenção militar no país caribenho. A afirmação foi feita na Casa Branca, antes de Trump embarcar para o Tennessee, e ocorre em um momento de intensificação das tensões entre Washington e Havana devido ao bloqueio de petróleo imposto pelos EUA, que tem agravado a escassez de combustível em Cuba.

Contexto de tensão

Desde o início do ano, os Estados Unidos mantêm um bloqueio ao petróleo destinado a Cuba, medida que resultou em frequentes apagões e dificuldades para a população cubana. As tensões aumentaram após a captura do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro, em janeiro, quando Trump começou a falar sobre a necessidade de mudanças de regime em Cuba.

Diálogo e postura cubana

Em resposta às declarações de Trump, o chanceler cubano, Bruno Rodríguez, destacou que Cuba está aberta ao diálogo com os Estados Unidos e criticou o embargo comercial que já dura mais de seis décadas. Durante a Assembleia Geral da ONU, Rodríguez afirmou que Havana está disposta a estabelecer relações comerciais com empresas americanas e de outros países.

Posição dos EUA

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, também comentou sobre a situação, dizendo que Cuba tem uma “oportunidade de ouro” para promover mudanças políticas e econômicas que atraiam investimentos estrangeiros. Rubio afirma que os EUA estão dispostos a ajudar Cuba a seguir um caminho de desenvolvimento, caso o país se mostre aberto a essas mudanças.

GED

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