Suspeita de envenenamento com mercúrio alega não se lembrar de nada
Advogada de Maria Aparecida, suspeita de envenenar artesã com mercúrio, diz que ela não se lembra das ações devido a problemas psiquiátricos.
A defesa de Maria Aparecida de Araújo, suspeita de envenenar a artesã Denny Cardoso com mercúrio, afirmou que a cliente não se recorda de nada referente ao caso. Segundo a advogada Ana Maristela Trajano, Maria Aparecida possui diagnósticos de problemas psiquiátricos que incluem deficiência intelectual leve, episódios de depressão, síndrome do pânico e transtornos psicóticos.
Filmagens e investigação
Denny Cardoso, que dava aulas em um projeto social no Hospital Universitário Oswaldo Cruz, no Recife, filmou Maria Aparecida colocando uma substância em sua garrafa de água em duas ocasiões em junho de 2025. Após a segunda filmagem, a vítima acionou a Polícia Militar, que levou ambas à delegacia.
O caso está sob investigação da Polícia Civil desde então, mas o inquérito ainda não foi concluído. A defesa de Maria Aparecida alega que não há provas de que a garrafa de água era de propriedade da vítima e nega que a suspeita tenha consciência de suas ações.
Consequências para a vítima
A artesã Denny Cardoso relatou sintomas graves de envenenamento por mercúrio, como dores abdominais e problemas motores, e segue em tratamento médico. A equipe médica que a atendeu indicou que a exposição ao mercúrio pode ter durado entre oito meses e um ano.
Enquanto isso, Maria Aparecida, que reconheceu ser a pessoa nas filmagens, mas não se lembra de suas ações, continua aguardando a conclusão do inquérito para esclarecer a situação. A Polícia Civil de Pernambuco afirmou que o caso segue em investigação e que detalhes não podem ser divulgados para não comprometer as diligências.



