Ranking global revela queda de 45 universidades brasileiras
Das 52 instituições brasileiras avaliadas, 87% caíram de posição no ranking do CWUR de 2026, destacando desafios na pesquisa científica.
O recente ranking global de 2026 do Centro para Rankings Universitários Mundiais (CWUR) trouxe um cenário preocupante para o ensino superior brasileiro. Das 52 universidades nacionais que figuram na lista, 45 registraram queda de posição quando comparadas à edição anterior, o que representa 87% do total. Apenas cinco universidades conseguiram melhorar sua posição, enquanto duas mantiveram-se estáveis.
O principal desafio enfrentado pelas instituições brasileiras, segundo o levantamento, está no desempenho em pesquisa científica. Este indicador apresentou queda em 44 das universidades avaliadas. A Universidade de São Paulo (USP) continua liderando como a melhor colocada do Brasil, ocupando a 119ª posição mundial, apesar de ter caído uma colocação em relação ao ranking anterior.
Outras instituições como a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) também tiveram queda significativa. A UFRJ caiu da 331ª para a 346ª posição, enquanto a Unicamp desceu do 369° para o 379° lugar. Entre as dez universidades brasileiras mais bem posicionadas estão também a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a Universidade Estadual Paulista (Unesp), e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Desafios e impactos
Nadim Mahassen, presidente do CWUR, comentou que o declínio das universidades brasileiras reflete um histórico de financiamento inadequado e a desvalorização da ciência e educação como bens públicos. Segundo ele, essa perda de competitividade afeta diretamente a produção científica e o desenvolvimento de longo prazo do país.
No cenário internacional, a Universidade Harvard se manteve como líder global pelo 15° ano consecutivo, seguida pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e a Universidade Stanford. O CWUR utiliza um método de avaliação que não depende de pesquisas de opinião ou informações das universidades, mas sim de quatro critérios principais: educação, empregabilidade, corpo docente e pesquisa.



