Presidente do Paraguai, Santiago Peña, renuncia em meio a crise bancária
Santiago Peña, presidente do Paraguai, renunciou ao cargo em meio a uma crise bancária que levou à dissolução do maior banco digital do país. A Câmara dos Deputados aprovou um processo de impeachment contra ele.
O presidente do Paraguai, Santiago Peña, anunciou sua renúncia ao cargo nesta quinta-feira, 5 de novembro, em meio a uma intensa crise política e bancária que abala o país. A decisão foi tomada após a Câmara dos Deputados aprovar a abertura de um processo de impeachment contra ele, que agora segue para o Senado.
A crise teve início com a dissolução do Banco Ueno, o maior banco digital do Paraguai, decretada pelo Banco Central do Paraguai (BCP) no dia 3 de novembro, devido à insolvência da instituição. A situação se agravou com a renúncia de Carlos Carvallo, presidente do BCP, que anteriormente presidira o Banco Ueno.
Impacto político
A renúncia de Peña, que é filiado ao Partido Colorado, ocorre em meio a um cenário de pressão política. O pedido de impeachment foi inicialmente protocolado por 35 deputados da oposição, mas recebeu apoio de membros da base governista. A dissolução do Banco Ueno afeta diretamente Peña, que foi acionista da Ueno Holding até março de 2025.
Repercussões econômicas
O Banco Central do Paraguai considerou o Banco Ueno insolvente, iniciando um processo de resolução que incluiu a suspensão das operações da instituição. O Ministério Público paraguaio também solicitou uma investigação criminal sobre o banco e a prisão de dois de seus dirigentes, devido a suspeitas de gestão inadequada e empréstimos questionáveis.
Peña, economista de formação, havia assumido a presidência do Paraguai em abril de 2023, sucedendo Mario Abdo Benítez. Sua renúncia agora depende da aceitação formal pelo Congresso paraguaio.



