Saúde

Justiça suspende ‘Bolsa Mounjaro’ em Urupês por uso de versão manipulada

Decisão judicial acata pedido da Eli Lilly e interrompe programa que usava medicamento manipulado para tratar obesidade, financiado por emenda de Tiririca.

A Justiça de São Paulo determinou a suspensão do programa ‘Bolsa Mounjaro’ em Urupês, cidade do interior paulista, que aplicava tirzepatida manipulada em pacientes com obesidade. A decisão, de primeira instância e com caráter provisório, atende a uma ação movida pela farmacêutica Eli Lilly, fabricante do Mounjaro.

Segundo a empresa, o programa desrespeita as normas da Anvisa sobre medicamentos manipulados. A prefeitura de Urupês, que foi a primeira a oferecer a tirzepatida pelo SUS para obesidade, recorreu da decisão, mas teve o pedido negado.

Entenda a polêmica

A Eli Lilly alega que o programa utilizava frascos de tirzepatida manipulados sem seguir as regras de individualização exigidas. Embora a manipulação seja permitida, deve ser feita sob prescrição específica para cada paciente. A prefeitura, no entanto, afirma que cada dose é preparada individualmente para os pacientes.

O programa, iniciado em março de 2026, tinha como objetivo atender 400 pacientes, principalmente aqueles na fila da cirurgia bariátrica. As doses eram financiadas por emenda parlamentar do deputado Tiririca, com frascos de R$ 900, mais baratos que as canetas da Eli Lilly.

Impacto e continuidade

Com a suspensão, a prefeitura está buscando alternativas para manter o atendimento. A administração afirma que o programa é essencial para os pacientes de baixa renda e que a interrupção pode prejudicar a saúde dos beneficiários.

A Eli Lilly defende que a decisão protege a segurança dos pacientes e as normas sanitárias. Já a prefeitura argumenta que a suspensão afeta o acesso à saúde e planeja recorrer novamente.

GED

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo