Líderes europeus reafirmam apoio à Ucrânia, mas divergências surgem sobre envio de tropas para garantir cessar-fogo

Na terceira cúpula da “coalizão dos dispostos”, realizada em Paris, líderes europeus reafirmaram seu apoio à Ucrânia, mas divergiram sobre o envio de uma força de segurança para garantir um possível cessar-fogo no conflito com a Rússia. O encontro contou com a presença de representantes da França, Reino Unido, e outros quase 30 países, além de chefes da OTAN e da União Europeia.
Os líderes concordaram que seria um erro suspender as sanções impostas à Rússia, que foram exigidas como condição para um cessar-fogo no Mar Negro. Além disso, houve consenso sobre a necessidade de apoiar a Ucrânia, fortalecendo sua posição em futuras negociações de paz. No entanto, a proposta de enviar tropas para dissuadir novos ataques russos enfrentou resistência, com Emmanuel Macron, presidente da França, destacando que nem todos os países estão de acordo com essa medida.
Apesar da falta de unanimidade, Macron garantiu que a força de segurança será enviada, com a colaboração de várias nações europeias. As discussões também abordaram o papel dos Estados Unidos no apoio à iniciativa, já que o apoio de Washington é visto como essencial para o sucesso da operação. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, destacou a importância do envolvimento dos EUA.
Em paralelo, o presidente ucraniano Volodymyr Zelenski acusou Putin de tentar dividir os aliados europeus e americanos e insistiu na necessidade de sanções econômicas mais rigorosas contra a Rússia. Zelenski também afirmou que os embargos são uma ferramenta crucial para pressionar a Rússia a entrar em negociações de paz mais sérias.
Durante a cúpula, Macron anunciou um novo pacote de ajuda à Ucrânia, no valor de 2 bilhões de euros, que inclui armamentos e equipamentos militares para fortalecer a defesa ucraniana. A cúpula ocorreu em um momento decisivo da guerra, com a Ucrânia enfrentando bombardeios constantes e desafios significativos para garantir a segurança e a estabilidade no território.