Ex-presidente do Paraguai, Santiago Peña, é preso após impeachment
O ex-presidente paraguaio foi detido em Assunção após ser destituído do cargo por envolvimento em escândalo bancário.
O ex-presidente do Paraguai, Santiago Peña, foi preso na noite da última sexta-feira (6/11) em sua residência em Assunção, após uma ordem da Justiça do país. A detenção ocorreu logo após o Senado paraguaio aprovar por unanimidade o impeachment de Peña, em meio a um escândalo financeiro que abalou a nação.
A destituição de Peña está ligada a investigações sobre o Ueno Bank, uma instituição financeira digital que foi considerada insolvente pelo Banco Central do Paraguai no início desta semana. O Ministério Público paraguaio apura denúncias de crimes como lavagem de dinheiro e corrupção, envolvendo depósitos públicos na ordem de US$ 850 milhões (aproximadamente R$ 4,5 bilhões).
Crise bancária e política
O Ueno Bank teve suas operações suspensas no dia 3 de novembro, quando o Banco Central iniciou um procedimento de resolução após declarar a insolvência do banco. A crise financeira desencadeou uma série de investigações criminais, incluindo a prisão de dirigentes da instituição e a renúncia de Carlos Carvallo, presidente do Banco Central, que já havia presidido o Ueno Bank.
Antes de assumir a Presidência do Paraguai em 2023, Santiago Peña foi acionista da Ueno Holding, empresa ligada ao grupo controlador do banco, até março de 2025. Este envolvimento foi um dos fatores que levaram à sua destituição e subsequente prisão.
Renúncia não aceita
Em meio à crise, Peña chegou a apresentar sua renúncia ao Congresso, alegando que sua permanência no cargo poderia causar mais divisão e instabilidade política. No entanto, o pedido foi rejeitado, levando o Senado a aprovar o impeachment. Em uma mensagem de despedida nas redes sociais, Peña afirmou que sua decisão visava evitar mais danos ao país e pediu união para reconstruir as instituições paraguaias.



