Ataques depredam 57 ônibus da Urbi Mobilidades em várias regiões do Distrito Federal

Uma série de ataques coordenados resultou na depredação de 57 ônibus da empresa Urbi Mobilidades na noite desta quinta-feira (15), em diferentes regiões administrativas do Distrito Federal. As circunstâncias e motivações da ação criminosa seguem sob investigação pelas forças de segurança.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, os primeiros registros foram comunicados por volta das 20h. O gerenciamento da ocorrência se estendeu até aproximadamente 23h, com monitoramento contínuo da situação e adoção das medidas de contenção necessárias.
Em depoimentos prestados à Polícia Civil, motoristas e cobradores relataram que os veículos foram atingidos por pedras, bolas de gude e outros objetos arremessados contra janelas e carrocerias, provocando danos significativos. Apesar da violência dos ataques, não houve registro de feridos.
O secretário distrital de Transporte e Mobilidade, Zeno Gonçalves, classificou os episódios como uma ação criminosa organizada. “Fomos surpreendidos com uma ação violenta contra o transporte público. Trata-se de um ataque orquestrado que atingiu diretamente os usuários e que poderia ter resultado em uma tragédia”, afirmou.
Segundo o secretário, há indícios de que os ataques tenham sido motivados por retaliação após a demissão de três colaboradores da empresa, possivelmente com ligação a um grupo dissidente do sindicato da categoria. “Entendemos que isso pode estar relacionado a uma reação organizada”, acrescentou.
Para minimizar impactos à população, ônibus da frota reserva foram colocados em circulação na manhã desta sexta-feira (16). De acordo com a Secretaria de Transporte e Mobilidade, o atendimento aos usuários não sofreu prejuízos relevantes.
Até o início da tarde desta sexta, ninguém havia sido preso, mas suspeitos já foram identificados. Como medida preventiva, a Polícia Militar reforçou o patrulhamento nas proximidades das garagens da Urbi Mobilidades, especialmente nas regiões administrativas de Recanto das Emas e Samambaia, onde os veículos costumam ser recolhidos.
Além disso, foi instituído um grupo de gerenciamento de crise reunindo representantes das polícias Civil e Militar, da Secretaria de Transporte e Mobilidade, dos serviços de inteligência do DF e da própria empresa, com o objetivo de acompanhar as investigações e evitar novos episódios.
A Agência Brasil informou que não conseguiu contato com representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Terrestres do Distrito Federal nem da Urbi Mobilidades até a conclusão desta reportagem.



