EUA oferece US$ 20 milhões por informações sobre programa nuclear iraniano
Em meio a tensões com o Irã, Estados Unidos anunciam recompensa por dados sobre atividades nucleares iranianas, visando impedir o desenvolvimento de armas nucleares.
Os Estados Unidos estão oferecendo uma recompensa de até US$ 20 milhões por informações que possam esclarecer detalhes sobre o programa nuclear do Irã. A iniciativa, anunciada pela organização Rewards for Justice, vinculada ao Departamento de Estado, também prevê a possibilidade de realocação dos informantes para locais seguros, caso necessário.
A medida surge em um contexto de guerra entre EUA, Israel e Irã, iniciada em 28 de fevereiro de 2026, e é parte das tentativas de Washington para frear o avanço nuclear de Teerã. O programa nuclear iraniano tem sido um ponto de tensão há anos, sendo um dos principais motivos para a ofensiva militar dos Estados Unidos e Israel.
Programa nuclear no centro das tensões
Em 2025, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) informou que o Irã estava enriquecendo urânio a 60% de pureza, um nível próximo dos 90% necessários para a produção de armas nucleares. Especialistas alertam que, se o material for enriquecido ainda mais, poderia resultar na fabricação de várias armas nucleares. O Irã é o único país sem armas nucleares reconhecidas que produz urânio nesse nível de enriquecimento, o que preocupa a comunidade internacional.
Entretanto, o enriquecimento a 60% não significa que o país tenha uma bomba atômica pronta. A AIEA perdeu parte do controle sobre a produção iraniana de componentes nucleares, complicando a fiscalização e identificação dos materiais existentes.
Conflito e negociações
Desde o início da ofensiva em fevereiro, EUA e Israel atacaram instalações militares e nucleares iranianas. Em resposta, o Irã lançou mísseis e drones contra Israel e bases norte-americanas no Oriente Médio. O conflito resultou em significativas perdas políticas e militares para o Irã, incluindo a morte do líder supremo Ali Khamenei, sucedido por seu filho Mojtaba Khamenei.
Os confrontos também afetaram a economia global, especialmente o mercado de petróleo, devido a ataques a infraestruturas e ameaças à navegação no Estreito de Ormuz.
Após meses de hostilidades, um cessar-fogo foi alcançado em abril, seguido por um memorando de entendimento em junho. No entanto, as negociações não prosperaram e as hostilidades foram retomadas. Atualmente, o Catar atua como mediador em novas conversas entre os dois países, com o Irã exigindo o levantamento de sanções e outras condições para o fim dos ataques, enquanto os EUA insistem na inclusão do programa nuclear em qualquer acordo.



