Com a ajuda da comunidade, seis toneladas de doações foram arrecadadas para vítimas de terremotos na Venezuela, mas apoio logístico ainda é necessário para transporte.
A comunidade venezuelana em Goiânia, liderada pelo empresário Carlos Coraspe, reuniu seis toneladas de doações para enviar às vítimas dos terremotos que atingiram a Venezuela em 24 de junho. No entanto, o grupo enfrenta desafios logísticos para transportar os mantimentos ao Rio de Janeiro, de onde a Força Aérea Brasileira realiza o traslado aéreo com o auxílio de ONGs parceiras.
Desafios logísticos
Inicialmente, contatos foram feitos com os Correios e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) para viabilizar o transporte, mas as restrições impostas pela legislação eleitoral impediram a participação de órgãos públicos. Assim, a campanha busca apoio da iniciativa privada e de empresas de transporte para concluir essa etapa crucial.
Como ajudar
Segundo Carlos, o foco atual é encontrar empresas ou instituições que possam realizar o transporte, seja total ou parcial. Ele destaca que a divulgação da campanha nas redes sociais e a indicação de possíveis parceiros logísticos são fundamentais. Interessados podem obter mais informações pelo telefone (62) 98205-5232.
Durante a campanha, pontos de coleta foram estabelecidos em Goiânia e outras cidades de Goiás, como Aparecida de Goiânia, Senador Canedo, Campo Limpo de Goiás, Jataí e Anápolis. As doações incluem alimentos, água, medicamentos, materiais de primeiros socorros, produtos de higiene, roupas, calçados e cobertores.
Próximos passos
Uma vez resolvida a questão logística, Carlos planeja lançar uma nova campanha para arrecadação financeira, visando agilizar a ajuda humanitária e reduzir desafios logísticos futuros. O objetivo é garantir que a generosidade dos goianos chegue às famílias venezuelanas afetadas pela tragédia, que resultou em 4.333 mortes e quase 17 mil deslocados.



