Polícia

Dentista é presa em Goiânia por suspeita de procedimentos invasivos ilegais

Valéria Ribeiro, de 33 anos, é investigada por realizar cirurgias estéticas sem autorização, levando a deformidades em pacientes.

A dentista Valéria Ribeiro, de 33 anos, foi presa pela Polícia Civil em Goiânia sob suspeita de realizar procedimentos estéticos invasivos sem a devida autorização, causando lesões graves e deformidades em seus pacientes. Desde sua prisão, na última quinta-feira (28), pelo menos seis novas vítimas registraram denúncias formais contra ela, elevando para 13 o número de pacientes afetados.

Entre os procedimentos realizados por Valéria, destacam-se rinoplastia, bichectomia e lipoaspiração de papada, além de cirurgias bucomaxilofaciais. A operação que resultou na sua prisão contou com o apoio da Vigilância Sanitária, que interditou sua clínica localizada no Setor Bueno, em Goiânia. Durante a ação, uma funcionária foi presa em flagrante ao tentar obstruir a execução dos mandados judiciais.

Investigação e denúncias

As investigações contra Valéria Ribeiro começaram em 2024, após relatos de vítimas que datam de 2023. De acordo com o delegado Wladimir Freire, as vítimas relataram infecções, deformidades, fibroses, necroses e cicatrizes permanentes, sendo que uma paciente chegou a necessitar de cuidados intensivos em casa após uma intervenção malsucedida.

A Justiça decidiu manter Valéria presa após audiência de custódia. A dentista não possuía autorização do Conselho Regional de Odontologia de Goiás (CROGO) para realizar os procedimentos invasivos. Em nota, o CROGO confirmou que acompanha o caso e ressaltou que tais procedimentos só podem ser realizados por profissionais devidamente especializados.

Operação policial

Durante a operação policial, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em sua clínica e residências associadas, resultando no sequestro de R$ 600 mil em bens. A defesa da dentista informou não ter acesso completo ao processo e, recentemente, a advogada responsável declarou que não representa mais Valéria.

A operação também investiga indícios de exercício ilegal da medicina e funcionamento irregular do estabelecimento, além do uso de técnicas proibidas pelas normas de fiscalização profissional.

GED

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