Wellington César Lima e Silva assume Ministério da Justiça em nova mudança no governo Lula e sinaliza ajustes na política de segurança pública

Advogado-geral da Petrobras foi escolhido após reunião no Planalto e substitui Ricardo Lewandowski, que deixou o cargo alegando limitações políticas e orçamentárias
Movimentações recentes na Esplanada dos Ministérios resultaram na nomeação de Wellington César Lima e Silva para comandar o Ministério da Justiça e Segurança Pública. A decisão foi tomada após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, realizada nesta terça-feira, no Palácio do Planalto, e marca a 15ª troca ministerial desde o início do atual governo, em 2023.
Até então advogado-geral da Petrobras, Wellington César assume a pasta no lugar de Ricardo Lewandowski, que deixou o governo no último dia 9. Em carta enviada ao presidente, Lewandowski mencionou limitações políticas, conjunturais e orçamentárias como fatores que motivaram sua saída. Durante o período de transição, o ministério vinha sendo comandado interinamente por Manoel Carlos de Almeida Neto.
A definição do novo titular ocorreu após dias de especulações nos bastidores de Brasília. Além de Wellington César, eram citados como possíveis nomes o ministro da Educação, Camilo Santana, e o chefe da Controladoria-Geral da União, Vinicius de Carvalho. Também figuravam entre os cotados o advogado Marco Aurélio de Carvalho, ligado ao Grupo Prerrogativas. A escolha final contou com o apoio de figuras influentes do governo, como o líder do governo no Senado, Jaques Wagner, além dos ministros Rui Costa e Sidônio Palmeira.
Wellington César já ocupou o cargo de ministro da Justiça por um breve período em 2016, durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff. Na ocasião, permaneceu por 11 dias no posto e optou por deixar a função após decisão do Supremo Tribunal Federal que impediu a acumulação do cargo no Executivo com a carreira no Ministério Público.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública é responsável por áreas estratégicas do governo federal, como a defesa da ordem jurídica e das garantias constitucionais, o combate ao crime organizado, ao tráfico de drogas, à lavagem de dinheiro e à corrupção. Embora o desenho final da pasta ainda não esteja completamente definido, a expectativa é de ajustes internos que reforcem a atuação no enfrentamento ao crime organizado, sem a divisão do ministério em duas estruturas distintas.



