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“Quero ser o deputado que Aparecida ainda não teve”, diz Felipe Cortez

Presidente metropolitano do Podemos e secretário nacional da legenda, Felipe Cortez, explica porque o partido deixou a base de Gustavo Mendanha e acertou com o governo Caiado.

Como está o Podemos com a nova direção tendo na presidência em Goiás Eduardo Machado?
   O Podemos inicia uma nova roupagem, uma roupagem de alavancada no estado com um novo presidente que é Eduardo Machado e novo presidente do Detran. O Podemos é um partido que vem forte. O governador Ronaldo Caiado nos confiou um órgão tão importante. Queremos desenvolver políticas sociais para população com todo recurso que é arrecadado.

O partido deixou a base de Gustavo Mendanha e já acertou com o govenador Ronaldo Caiado. Como se deu essa virada? Existe alguma mágoa?
   Não podemos fazer política com o fígado e também não podemos fazer política com o coração, a política precisa ser racional. Tínhamos um projeto junto ao ex-prefeito onde ele apoiaria o partido, um projeto em que ele ajudaria trazer candidatos para uma possível dobrada de bancada de deputados federais e nada disso aconteceu. Não sei se por deficiência da equipe dele ou se porque ele queria agradar gregos e troianos.
Essa questão de acender vela para dois santos e uma situação que no final você fica sem ninguém. Faltando poucos dias para o prazo final das filiações não tínhamos uma chapa competitiva para deputado federal e muito menos para estadual. Foi quando decidimos tomar pé da situação do partido.
Outra coisa grave que aconteceu foi que o ex-prefeito foi declarar apoio ao presidente Jair Bolsonaro sendo que tínhamos um acordo com Moro. Nesse momento, que ele decide declarar apoio para um presidente que não quer ele, sendo que o partido que está com ele tem um projeto nacional.
Ficou difícil continuar caminhando juntos, foi pela coerência. Recebemos o convite do governador Ronaldo Caiado para ajudar na gestão e também ajudar na reeleição. É um governo sem corrupção, não tem escândalo de corrupção. Decidimos fazer aliança porque temos condições de montar chapas competitivas.
Não ficou nenhuma mágoa, não guardamos nenhum ressentimento quanto ao ex-prefeito de Aparecida. Tenho apreço pelo Gustavo, é um rapaz bom, uma pessoa do bem, mas politicamente decidimos caminhar com quem vem dando certo, com aquela pessoa que entendemos que tem certa maturidade na política que é o governador Ronaldo Caiado.

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Como está o partido em termos de chapas para deputados estaduais e federais?
Graças a Deus conseguimos formatar uma chapa com 18 deputados federais. Vamos fazer dois deputados federais com a menor votação. Temos o Enio Tatico, temos o Willis, que é sobrinho do Wilder de Morais, Breno Leite e a ex-prefeita de Luziânia Edna. Para deputado estadual formatamos uma chapa com 42 candidatos. Vamos fazer dois ou três com a menor votação de Goiás.

Como é a participação das mulheres no Podemos?
Nossa presidente nacional é uma mulher. Nossa maior preocupação é de fato contribuir para que a mulher seja inserida na política. Para deputado estadual, por exemplo, nossa cabeça de chapa é a vice-prefeita de Quirinópolis, Dona Nicolina. Temos a doutora Alessandra Jacob. Para federal temos a ex-prefeita de Luziânia, Professora Edna, que com certeza pode ser uma das mais votadas. Sempre que temos um projeto, buscamos aprender com elas [mulheres].

Qual é o seu projeto pessoal?
Sou pré-candidato a deputado estadual. Tenho sonho de contribuir com nosso estado e especificamente com a Região Metropolitana de Goiânia.
Tenho sonho de dar à Aparecida de Goiânia um deputado atuante, um deputado do povo, um deputado que conhece suas origens e que veio lá debaixo e que conhece cada cidadão, cada bairrista, cada pedreiro, cada lavadora e que sabe o anseio da população.
É um projeto de transformação onde a nova geração vai tomar de conta da política em Goiás. Agora, é a nova geração que vai assumir a política goiana e eu quero fazer parte. Pretendo colocar meu nome à disposição de Goiás, de Aparecida onde fui secretário, de Goiânia e outras cidades.

Seu maior reduto eleitoral será Aparecida?
O sonho de ser deputado começou em Aparecida. Conto com Aparecida de Goiânia para minha eleição. Acho que os aparecidenses me darão essa oportunidade e eu conto com cada um dos aparecidenses. Há muitos anos Aparecida não tem representante na Assembleia Legislativa, meu filho nasceu em Aparecida, fui secretário em Aparecida, meu coração está em Aparecida. Quero ser o deputado que Aparecida não teve. Não quero ser o deputado filho de quem foi deputado, não quero ser deputado filho de ex-prefeito ou de alguém que foi político. Quero ser deputado que veio do povo, não almofadinha.

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Você acredita que representa a renovação na política?
Com certeza. Estou trabalhando essa bandeira. Quem em Aparecida é renovação? Não tem. Em Aparecida, se você pegar a história todos os candidatos têm história de um pai ou de alguém trás na política. Estou chegando com essa bandeira de renovação. Aparecida precisa de novo sangue e de pessoas jovens que queiram trabalhar sem indicação política.

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