Profissionais da enfermagem protestam em Goiás contra a suspensão da lei
Assim como em outras cidades do país, manifestantes se reúnem em Goiânia para exigir aplicação da nova lei e valorização da categoria
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Profissionais da enfermagem realizam nesta quarta-feira (21/9) uma manifestação em defesa do piso salarial da categoria. O ato é realizado nesta manhã em frente ao Hospital Estadual de Urgências de Goiânia Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol). A manifestação é uma das ações que a categoria realiza hoje em Goiás em função da paralisação nacional da categoria. Às 17h, está agendada mais uma manifestação, em frente ao Hospital Estadual de Urgências de Goiás (Hugo).
Durante o protesto, os profissionais de enfermagem bloqueiam o trânsito das pistas da GO-070, alternadamente, que fica em frente à unidade de saúde. A ação faz parte da paralisação nacional dos profissionais, que ocorre nesta quarta em todo o Brasil. O TRT-GO decidiu que, em Goiás, a categoria deve manter ao menos 80% de seus profissionais trabalhando durante a paralisação.
Valores
A lei estabelece os seguintes pisos:
- Enfermeiros: R$ 4.750
- Técnicos de enfermagem: 70% do piso, chegando a R$ 3.325
- Auxiliares e parteiras: 50% do valor, R$ 2.375
Equação
A discussão está relacionada à valorização dos profissionais da enfermagem e aos impactos financeiros para instituições de saúde, estados e municípios. Além disso, também são debatidas as fontes de custeio, ou seja, de onde virá esse dinheiro. Esse é um dos pontos que Barroso considerou na liminar que suspendeu a aplicação imediata da lei.
O STF, seguindo o ministro, entendeu que o Congresso Nacional e o governo federal não “cuidaram” desse ponto. Por isso, estabeleceu o prazo de 60 dias para entes públicos e privados da área da saúde detalharem o impacto financeiro, os riscos para empregabilidade no setor e eventual redução na qualidade dos serviços.