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Petrobras reduz gasolina em 5,2% e abre espaço para queda de preços nos postos

Corte de 5,2% no valor da gasolina A representa recuo de R$ 0,14 por litro e marca primeira redução do combustível neste ano

Um alívio no custo do combustível começa a se desenhar a partir da decisão da Petrobras de reduzir o preço da gasolina vendida às distribuidoras. A estatal anunciou um corte de 5,2% no valor da gasolina A, o que representa uma diminuição média de R$ 0,14 por litro. Com a medida, o preço médio do produto passará a ser de R$ 2,57 por litro nas refinarias.

A redução marca a primeira queda no preço da gasolina promovida pela empresa neste ano e ocorre após o último reajuste, registrado em outubro de 2025. Segundo a Petrobras, a política de preços segue considerando fatores como o cenário internacional do petróleo, a taxa de câmbio e as condições do mercado interno.

Em nota, a companhia informou que, desde dezembro de 2022, o preço da gasolina para as distribuidoras acumula redução de R$ 0,50 por litro. Quando considerado o efeito da inflação no período, a queda real chega a 26,9%. Para o diesel, porém, a estatal decidiu manter os valores inalterados neste momento. Ainda assim, o combustível acumula redução real de 36,3% desde 2022, segundo os dados divulgados.

A Petrobras também reforçou que o valor praticado pela empresa representa apenas uma parte do preço final pago pelo consumidor nos postos. De acordo com a estatal, cerca de um terço do preço da gasolina na bomba corresponde ao valor cobrado nas refinarias. O restante é composto por custos e margens de lucro de distribuidoras e revendedores, pela adição do etanol anidro à gasolina A para formação da gasolina comum, além de impostos federais e estaduais, como Cide, PIS/Pasep, Cofins e ICMS.

Com o anúncio, cresce a expectativa de repasse gradual da redução ao consumidor final, embora a velocidade e a intensidade desse repasse dependam de fatores regionais, da concorrência entre postos e da política de preços das distribuidoras. Em Goiás, o impacto pode variar conforme a carga tributária estadual e os custos logísticos.

A decisão da Petrobras reacende o debate sobre o papel da estatal na moderação dos preços dos combustíveis e seus efeitos diretos no custo de vida, no transporte e na inflação, especialmente em um cenário de atenção ao orçamento das famílias e aos custos do setor produtivo.

GED

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