Operação Nexo Digital desmonta esquema de fraudes eletrônicas e leva cinco pessoas à prisão em Goiás

Ação coordenada da Polícia Civil mira organização criminosa que atuava na compra e venda de contas bancárias para aplicação de golpes e lavagem de dinheiro
Movimentações financeiras atípicas e o uso sistemático de contas bancárias de terceiros levaram investigadores a um esquema estruturado de fraudes eletrônicas que vinha operando em Goiás. O trabalho culminou na deflagração da Operação Nexo Digital, realizada na última quinta-feira, dia 29, com foco no combate a crimes cibernéticos, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
A ofensiva foi conduzida pela Polícia Civil de Goiás, por meio da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos, e resultou no cumprimento de 11 mandados judiciais. Ao todo, foram executados seis mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão nos municípios de Goiânia, Senador Canedo e Itapaci. Durante a operação, a Justiça também determinou o sequestro de aproximadamente R$ 200 mil vinculados às atividades ilícitas investigadas.
No decorrer das diligências, os policiais ainda lavraram um auto de prisão em flagrante por posse de drogas e arma de fogo. Cinco pessoas foram presas, e o material apreendido reforçou a materialidade dos crimes e o grau de organização do grupo criminoso.
As investigações tiveram início em março de 2025, após a identificação, por meio de técnicas de inteligência policial, de uma rede responsável pela compra e venda diária de contas bancárias. Essas contas eram utilizadas como ferramenta para a aplicação de golpes financeiros, dificultando o rastreamento dos valores e a identificação dos beneficiários finais.
Com o avanço das apurações, foi constatado que o esquema funcionava de forma hierarquizada e com divisão clara de tarefas. O modus operandi estava organizado em três etapas: captação e “preparação” de contas bancárias, execução das fraudes eletrônicas e, por fim, lavagem, ocultação e dissimulação dos recursos obtidos ilegalmente.
Durante as buscas, foram apreendidos uma arma de fogo, drogas, cerca de 70 munições e mais de 100 cartões bancários em nome de terceiros. As investigações também apontaram que parte dos presos possui antecedentes por crimes graves, como tráfico de drogas, homicídio qualificado, receptação e estelionato, o que pesou na adoção das medidas cautelares.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam, com o objetivo de ampliar o bloqueio de ativos e recuperar valores desviados pelas fraudes.



