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Nem tão bom, nem tão ruim: Brasil ocupa posição intermediária em ranking global de produtividade

Quando o assunto é produtividade — indicador que mede o quanto um país produz por hora trabalhada — o Brasil aparece no meio do caminho. Segundo dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), o país ocupa a 94ª posição entre 184 economias analisadas. Não está entre os piores desempenhos do mundo, mas também está longe das nações mais eficientes.

Na prática, isso significa que a economia brasileira gera menos riqueza por hora de trabalho do que a maioria dos países. E esse dado vai além de estatística fria: produtividade está diretamente ligada ao padrão de vida. Quanto maior a eficiência produtiva, maior tende a ser a capacidade de pagar salários mais altos, investir em inovação e ampliar a competitividade das empresas no cenário internacional.

Países com elevada produtividade conseguem crescer de forma mais sustentável porque produzem mais valor utilizando os mesmos recursos. Isso fortalece empresas, amplia arrecadação e cria um ciclo virtuoso de investimentos e renda.

Por outro lado, produtividade não é o único fator que determina crescimento econômico. A China, por exemplo, apresenta índice inferior ao brasileiro nesse critério específico. Ainda assim, cresce em ritmo mais acelerado por conta de sua escala populacional — cerca de seis vezes maior que a do Brasil — e da maior quantidade de horas trabalhadas. O volume total de produção acaba compensando a menor eficiência por hora.

O debate ganha força especialmente diante das discussões sobre redução da jornada de trabalho. Atualmente, os brasileiros trabalham, em média, 39 horas por semana — carga inferior à de 97 países. A questão que surge é: reduzir horas pode afetar ainda mais a produtividade ou pode estimular eficiência e inovação?

Especialistas apontam que o desafio brasileiro não está apenas na quantidade de horas trabalhadas, mas na qualidade da infraestrutura, na educação, na tecnologia e na gestão empresarial. Melhorar esses pilares pode ser o caminho para transformar o “nem tão bom, nem tão ruim” em um desempenho mais competitivo no cenário global.

GED

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