Mulher é presa por maus-tratos e exploração financeira contra idosa de 91 anos em Goiânia
Prisão ocorre durante a 13ª fase da Operação Desumanus, que combate crimes contra idosos na capital goiana.

Na terça-feira (4), a Polícia Civil de Goiânia prendeu em flagrante uma mulher de 55 anos suspeita de maus-tratos e exploração financeira contra sua própria mãe, uma idosa de 91 anos. A ação, que ocorreu no setor Campinas, faz parte da 13ª fase da Operação Desumanus, destinada a combater crimes contra idosos na região.
A prisão se deu após uma denúncia anônima, levando os agentes da Delegacia Especializada no Atendimento ao Idoso (Deai) de Goiânia a investigar o caso. Munidos de informações, os policiais foram ao local acompanhados por uma equipe multidisciplinar, incluindo psicólogos e assistentes sociais.
Ao chegarem à residência, a suspeita tentou negar a presença da idosa, mas acabou confessando. No interior da casa, os policiais encontraram a vítima em estado precário: acamada, em um ambiente insalubre, sem ventilação adequada e em condições de higiene deploráveis. A idosa aparentava estar desnutrida e em estado quase catatônico, incapaz de se comunicar.
O delegado Alexandre Bruno de Barros, responsável pelo caso, relatou que a idosa apresentava lesões corporais, evidenciando os maus-tratos sofridos. Diante da gravidade da situação, os policiais solicitaram assistência do Corpo de Bombeiros, que encaminhou a vítima a um hospital em estado gravíssimo de desnutrição.
Além dos maus-tratos, a investigação revelou que a suspeita estava se apropriando dos proventos da idosa para aquisição de bebidas alcoólicas, negligenciando suas necessidades básicas. A mulher foi presa e conduzida à delegacia, onde foi autuada por maus-tratos e exploração financeira.
O delegado Alexandre Bruno destacou que a suspeita também poderá ser indiciada pelo crime de tortura, considerando a gravidade das condições em que a idosa foi encontrada. A representação para converter o flagrante em prisão preventiva já foi feita, colocando a suspeita à disposição da Justiça. Os nomes tanto da investigada quanto da vítima não foram divulgados pela polícia.



