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Morre Titina Medeiros, atriz de Cheias de Charme e No Rancho Fundo, aos 48 anos

Artista potiguar estava em tratamento contra câncer no pâncreas e deixa trajetória marcada pelo humor e pela força feminina na TV

A atriz Titina Medeiros morreu neste domingo (11), aos 48 anos, após complicações de um câncer no pâncreas. A informação foi confirmada por pessoas próximas à artista. Titina estava em tratamento havia cerca de seis meses, no Rio Grande do Norte, estado onde nasceu e construiu parte importante de sua trajetória artística.

O velório deve ocorrer no Teatro Alberto Maranhão, em Natal, local simbólico para a cultura potiguar. O horário ainda não foi divulgado pela família.

Nascida Izabel Cristina de Medeiros, em Currais Novos, e criada em Acari, Titina iniciou a carreira nos grupos de teatro do interior do Rio Grande do Norte. Ainda nos anos 1990, atuou em espetáculos locais, participou de bandas de música, curtas-metragens e projetos experimentais, consolidando uma formação artística plural e profundamente ligada à cultura nordestina.

A projeção nacional veio em 2012, quando interpretou Socorro, a fiel escudeira e “personal colega” da vilã Chayene, vivida por Cláudia Abreu, na novela Cheias de Charme, da TV Globo. O papel marcou sua estreia em novelas e rapidamente conquistou o público, tornando-se um dos personagens mais lembrados da trama.

Após o sucesso, Titina integrou o elenco de diversas produções da emissora, como Geração Brasil (2014), A Lei do Amor (2016), Mar do Sertão (2022), Amor Perfeito (2023) e No Rancho Fundo (2024). Nas duas últimas, deu vida à personagem Nivalda, uma perua interesseira e oportunista, papel que se tornou seu último trabalho na televisão aberta.

Além das novelas, atuou em séries como Os Roni (Multishow), Chão de Estrelas (Canal Brasil) e Cangaço Novo (Prime Video), ampliando sua presença também no streaming.

Titina Medeiros era casada havia 20 anos com o ator César Ferrario, com quem contracenou em Cheias de Charme. A atriz é lembrada por colegas e críticos pela versatilidade, pelo domínio da comédia e pela capacidade de imprimir humanidade e força às personagens femininas que interpretou.

Com sua morte, a dramaturgia brasileira perde uma artista de trajetória sólida, marcada pela valorização da cultura nordestina e por personagens que ajudaram a ampliar a diversidade de vozes na televisão.

GED

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