Mercado da bola movimenta R$ 50,4 bilhões após Copa do Mundo, revela Fifa
Relatório da Fifa destaca movimentação bilionária no futebol global após Copa do Mundo, com protagonismo europeu e participação significativa do Brasil.
Um relatório divulgado pela Fifa nesta quinta-feira (3) revelou que o mercado da bola mundial movimentou impressionantes US$ 9,89 bilhões, o equivalente a R$ 50,4 bilhões, na janela de transferências que se seguiu à Copa do Mundo. Este montante representa um novo recorde histórico, superando em 1,5% o valor registrado no mesmo período de 2025.
No total, 11.968 jogadores foram negociados, com a Europa desempenhando um papel central nesse cenário. O continente, que inicia sua principal janela de transferências no meio do ano, abriga os clubes mais ricos do mundo. A negociação mais cara da temporada envolveu o volante argentino Enzo Fernandez, vendido pelo Chelsea ao Manchester City por R$ 871,8 milhões.
Participação brasileira
O Brasil também se destacou no mercado, negociando 525 jogadores para o exterior e trazendo 318, o que resultou em um superávit. O país arrecadou US$ 212 milhões (R$ 1,08 bilhão) em vendas e gastou US$ 127 milhões (R$ 648,5 milhões) em contratações. No entanto, esses números ficam abaixo do recorde alcançado em 2025, quando as vendas somaram US$ 460 milhões (R$ 2,3 bilhões).
Portugal foi o principal destino dos jogadores brasileiros, recebendo 117 atletas, seguido por Tailândia (38) e Malta (26). Curiosamente, a Tailândia e Malta não são tradicionais no futebol. Em termos de receita, a Inglaterra liderou com US$ 57,3 milhões pagos por jogadores brasileiros, seguida por Itália, Ucrânia, Portugal e Estados Unidos.
Reforços nacionais
Os clubes brasileiros buscaram reforços principalmente em Portugal, de onde vieram 67 jogadores. Outras contratações significativas vieram da Colômbia (18), Argentina e Espanha (15) e Japão (13). Recentemente, o Flamengo trouxe um jogador argentino do River Plate e um equatoriano do futebol belga, enquanto o Vasco repatriou um brasileiro do futebol sérvio.
Os clubes argentinos foram os que mais lucraram com as vendas para o Brasil, arrecadando US$ 40,2 milhões, seguidos pela Inglaterra, Estados Unidos, Portugal e Bélgica.



