PolíticaEstado

Gracinha ganha força na corrida ao Senado e vice vira peça estratégica na base governista

Nomes da base governista começam a aparecer nas análises políticas para a disputa pelas duas vagas ao Senado, enquanto a definição da vaga de vice também entra no radar da articulação eleitoral

A disputa pelas duas vagas de Goiás no Senado em 2026 começa a ganhar contornos dentro da base do governador Ronaldo Caiado. Com o grupo governista organizado em torno da pré-candidatura do vice-governador Daniel Vilela ao Palácio das Esmeraldas, a corrida pelo Senado passou a ser um dos principais pontos de negociação política da aliança.

Nos bastidores, lideranças políticas avaliam diferentes perfis que poderiam representar a base governista na disputa. Entre os nomes mais citados aparecem figuras com trajetórias distintas na política estadual e nacional.

Gracinha Caiado ganha espaço nas análises políticas

Entre os nomes que aparecem com mais força nas conversas políticas está o da primeira-dama Gracinha Caiado. Nos últimos anos, ela ampliou a presença política ao liderar programas sociais do governo, especialmente à frente do Goiás Social.

A atuação ampliou o contato com lideranças municipais e comunidades em diversas regiões do estado, o que, na avaliação de aliados, aumentou sua visibilidade política e abriu espaço para que seu nome passasse a ser citado em análises sobre a disputa ao Senado.


Vanderlan Cardoso entra na corrida com peso do mandato

Outro nome que aparece no cenário é o do senador Vanderlan Cardoso, que já ocupa uma das cadeiras de Goiás no Senado e deve disputar a reeleição.

Com mandato em andamento, Vanderlan chega ao debate com estrutura política consolidada, presença em diferentes regiões do estado e articulação com prefeitos e lideranças municipais, fatores que costumam pesar em disputas majoritárias.


Alexandre Baldy aparece como nome com trânsito político

O ex-ministro e atual presidente da Agehab, Alexandre Baldy, também é citado nas análises políticas sobre o Senado.

Com experiência em Brasília e trânsito em diferentes setores políticos e empresariais, Baldy é visto como um nome com capacidade de articulação institucional e presença em debates administrativos e políticos no estado.


Zacharias Calil surge como opção com forte recall eleitoral

Outro nome lembrado em conversas da base governista é o do deputado federal Zacharias Calil.

Médico e parlamentar com atuação reconhecida na área da saúde, Calil construiu forte recall eleitoral e mantém presença consolidada em Goiânia e em outras regiões do estado, o que o coloca entre os nomes observados nas movimentações para o Senado.

Vaga de vice entra no centro das negociações

Enquanto a disputa pelas duas vagas ao Senado começa a ganhar forma dentro da base do governador Ronaldo Caiado, outro ponto importante na montagem da chapa governista para 2026 é a definição da vaga de vice-governador.

Nos bastidores, lideranças partidárias tratam o posto como peça estratégica na construção da candidatura que deve ser liderada pelo vice-governador Daniel Vilela. Em uma base ampla, formada por diferentes partidos e setores econômicos, a escolha do vice pode servir para equilibrar forças internas, ampliar a presença regional da campanha e fortalecer o diálogo com segmentos importantes do eleitorado.

Entre os nomes citados nas conversas aparecem lideranças com trajetórias distintas na política goiana.


Gustavo Mendanha se movimenta publicamente

Entre os nomes lembrados nas articulações está o do ex-prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha. Com dois mandatos à frente da segunda maior cidade do estado, ele construiu projeção política na Região Metropolitana e mantém presença frequente no debate público estadual.

Recentemente, Mendanha também passou a se movimentar publicamente sobre o tema. Em vídeo publicado nas redes sociais, afirmou que colocou seu nome à disposição como pré-candidato a vice-governador em uma eventual chapa liderada por Daniel Vilela, com apoio do governador Ronaldo Caiado.

Na gravação, o ex-prefeito afirma estar preparado para contribuir com o projeto político que busca dar continuidade à atual gestão estadual e defende a construção de uma candidatura capaz de manter o ciclo administrativo iniciado nos últimos anos.


José Mário Schreiner representa o agronegócio

Outro nome citado nas conversas é o do presidente do Sistema Faeg, José Mário Schreiner.

Ligado ao agronegócio e com trajetória no setor produtivo, Schreiner aparece como um perfil que poderia ampliar a presença da chapa governista junto ao interior do estado e ao segmento rural, considerado um dos pilares da economia goiana.

Uma eventual escolha nesse perfil também seria interpretada como sinal de fortalecimento da ligação política entre o governo estadual e o setor do agronegócio.


Paulo do Vale é lembrado pelo peso político no interior

O ex-prefeito de Rio Verde, Paulo do Vale, também aparece nas análises sobre a vaga de vice.

Durante sua gestão, consolidou liderança política em uma das cidades economicamente mais importantes do interior de Goiás. A presença de um nome ligado ao municipalismo e ao interior produtivo é vista por aliados como uma forma de ampliar a capilaridade eleitoral da chapa em regiões estratégicas do estado.


Adriano da Rocha Lima surge como perfil técnico

Outro nome citado nos bastidores é o do secretário de Governo Adriano da Rocha Lima.

Responsável pela articulação administrativa do atual governo, Adriano é visto por aliados como um perfil técnico e com forte interlocução dentro da estrutura do Executivo estadual. Sua eventual presença na chapa seria associada à continuidade administrativa e à manutenção do modelo de gestão implantado pelo governo Caiado.


Definição deve ficar para mais adiante

Apesar das movimentações e das especulações que já circulam nos bastidores políticos, a definição sobre quem ocupará a vaga de vice na chapa governista ainda não foi tomada.

Nos círculos políticos, a avaliação é que a escolha deverá ocorrer apenas em fase mais avançada do calendário eleitoral, quando o grupo governista consolidar alianças partidárias e avaliar com mais precisão o cenário regional da disputa.

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo