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Febre dos Airbnbs impulsiona nova onda imobiliária na Zona Sul do Rio

Turismo recorde atrai investidores, mas gera resistência de moradores em bairros tradicionais

Com 12,5 milhões de turistas recebidos em 2025 — incluindo mais de 2 milhões de estrangeiros — o Rio de Janeiro vive um novo ciclo de transformação urbana impulsionado pelo aluguel por temporada. O movimento, que já havia ganhado força em São Paulo, agora se consolida na Zona Sul carioca, especialmente em bairros como Copacabana e Leblon.
Segundo dados do setor, os visitantes movimentaram cerca de R$ 27 bilhões na economia da cidade no último ano. Parte desse impacto está diretamente ligada à hospedagem alternativa. Em 2024, o aluguel por curta temporada gerou quase R$ 10 bilhões na economia local, consolidando o modelo como peça estratégica do turismo.
Grandes investidores perceberam o potencial. A gestora Opportunity lançou dez empreendimentos dentro do projeto Be.in.Rio, com valor potencial de vendas próximo de R$ 1 bilhão e 83% das unidades já comercializadas. Outros cinco lançamentos estão previstos para este ano, reforçando a aposta em estúdios compactos projetados especificamente para plataformas como o Airbnb.
Nem todos, porém, celebram a tendência. No fim do ano passado, um empreendimento com 115 unidades no Leblon virou alvo de investigação após denúncias de moradores, episódio apelidado de “Revolta das Helenas”. A reação expôs o debate sobre a chamada “hotelização” de áreas residenciais e seus impactos na convivência urbana e no valor dos imóveis tradicionais.

GED

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