EUA detalham estratégia em três fases para mudança de poder na Venezuela

Plano anunciado por Washington prevê estabilização, recuperação econômica e transição política no país
Os Estados Unidos anunciaram a existência de um plano estruturado em três etapas para a Venezuela, com foco na reorganização política e econômica do país após a retirada do presidente Nicolás Maduro. A estratégia foi apresentada nesta quarta-feira (7) pelo secretário de Estado Marco Rubio, durante reunião com senadores em Washington.
Segundo Rubio, a primeira fase do plano é voltada à estabilização institucional, com o objetivo de evitar um cenário de colapso interno após a mudança no comando do país. “Não queremos que isso descambe para o caos”, afirmou o chefe da diplomacia americana, ao destacar que as ações fazem parte de um planejamento já definido pelo governo do presidente Donald Trump.
Recuperação econômica e acesso ao petróleo
A segunda etapa do plano é classificada como fase de recuperação econômica. De acordo com Rubio, essa fase tem como prioridade garantir que empresas americanas e ocidentais tenham acesso justo ao mercado venezuelano, especialmente ao setor de petróleo, considerado estratégico.
O presidente Trump afirmou que os Estados Unidos pretendem refinar e comercializar até 50 milhões de barris de petróleo venezuelano, enquanto mantêm operações de apreensão de petroleiros ligados ao país. Washington sustenta que essas embarcações fazem parte de uma chamada “frota fantasma”, utilizada para burlar sanções internacionais.
Reconciliação nacional e transição política
Ainda conforme o secretário de Estado, paralelamente à recuperação econômica, será iniciado um processo de reconciliação nacional, com previsão de anistia, libertação de opositores políticos e incentivo ao retorno de exilados.
A terceira e última fase do plano, descrita como transição política, não teve detalhes divulgados. Rubio afirmou apenas que, ao final do processo, “caberá ao povo venezuelano transformar o seu país”.
Influência direta dos EUA
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, reforçou que as decisões adotadas pelas autoridades interinas da Venezuela serão fortemente influenciadas pelos Estados Unidos. Segundo ela, Washington mantém “coordenação estreita” com o governo provisório e exerce influência direta sobre suas ações.
Leavitt também comentou a apreensão recente de um navio que transportava petróleo venezuelano no Atlântico, negando que a embarcação tivesse bandeira russa. De acordo com a Casa Branca, o navio utilizava bandeira falsa e foi apreendido com base em ordem judicial, com a tripulação sujeita a processo judicial.
A divulgação do plano ocorre em meio à intensificação das tensões diplomáticas e comerciais envolvendo Venezuela, Estados Unidos e aliados internacionais, especialmente no setor energético.



