NotíciaFOX TV BRASILJornal FOX TV BRASILPolítica

Creches distantes afetam rotina das famílias, afirma Valéria Pettersen ao defender expansão de vagas

Em entrevista a Jeová Lopes, na FOX TV Brasil, candidata falou sobre articulação de recursos federais, saúde mental, educação profissional, atendimento às mulheres, pessoas atípicas, cultura e sua trajetória em Aparecida de Goiânia

A experiência acumulada na administração pública de Aparecida de Goiânia foi o ponto de partida usado por Valéria Pettersen para apresentar propostas de sua candidatura a deputada federal. Em entrevista ao jornalista Jeová Lopes, no programa ao vivo do Jornal da FOX TV Brasil, ela concentrou parte da conversa em saúde, creches, inclusão escolar e captação de recursos, além de abordar formação profissional, proteção às mulheres, cultura, família e fé.

Valéria disse morar no município e mencionou a expressão “candidatos Copa do Mundo”, que, segundo ela, é usada por moradores para definir políticos que procuram a cidade apenas em períodos eleitorais. A partir dessa discussão, passou a apresentar propostas e exemplos ligados à experiência que afirma ter acumulado na elaboração e no encaminhamento de projetos públicos.

“É preciso levar as nossas pautas, as nossas necessidades, mas também trazer aquilo que está lá, que tem os recursos, mas que não foram solicitados”, declarou.

Fé e serviço
Na parte pessoal, a candidata disse que a oração faz parte do processo pelo qual busca direção antes de assumir projetos. “Eu não nego a minha fé”, afirmou. Relatou que o pai, morto durante a pandemia, lhe deixou ensinamentos ligados à Bíblia e ao conhecimento, e associou a mãe ao trabalho social, ao cuidado e à oração. Ao lembrar sua formação na vida pública, citou Maguito Vilela: “Não era só o asfalto, era muito mais: era cuidar de pessoas”.

Saúde perto do paciente
Uma das primeiras propostas apresentadas foi a criação de atendimento de urgência diferenciado para crianças e idosos. Ao citar a atual rede de Aparecida, Valéria mencionou as três UPAs e o Cais Nova Era e defendeu uma estrutura com atendimento de pediatria e geriatria fora do fluxo geral das unidades.

Nós temos a necessidade de uma UPA infantil para atendimento das crianças e dos idosos”, afirmou. Na sequência, defendeu que estruturas desse tipo possam ser pensadas também de forma regionalizada.

A saúde mental entrou na conversa quando Valéria abordou os efeitos do período pós-pandemia. Ela defendeu ampliação do acesso a psicólogos e psiquiatras e citou organizações do terceiro setor como possíveis parceiras do poder público na oferta de atendimento.
Outro eixo foi a atenção básica à saúde da mulher. Valéria propôs organizar um fluxo no qual a paciente passe por triagem e por diferentes exames em uma mesma estrutura de atendimento, com posterior encaminhamento dos resultados à unidade básica responsável pelo acompanhamento.

Entre os procedimentos citados por ela estão exames laboratoriais e hormonais, eletrocardiograma, ultrassonografia e mamografia. Valéria também mencionou a prevenção voltada aos homens, incluindo exames como o PSA, dentro de um modelo destinado a resolver parte das demandas antes do encaminhamento para serviços especializados.

Creches: vaga, distância e financiamento
Na educação infantil, Valéria concentrou a discussão em três pontos: financiamento das instituições conveniadas, localização das vagas e velocidade de expansão das unidades.
Ela afirmou que municípios de médio e grande porte encontram dificuldades para atender toda a demanda exclusivamente com a rede própria e defendeu que o valor destinado às crianças matriculadas em instituições conveniadas seja discutido em Brasília considerando o custo efetivo do atendimento.

Ao falar sobre a distância entre a casa da criança e a unidade de ensino, relacionou o problema diretamente à organização das famílias.
“A diferença que faz para uma mãe, Jeová, quando a creche tá pertinho de casa, porque aí ela chega a tempo no trabalho, o pai chega a tempo, a avó chega no tempo. Quando você tem que deslocar para uma vaga longe ou você não tem essa vaga, isso mexe com toda a família”, afirmou.

Valéria também defendeu sistemas construtivos capazes de reduzir o tempo de implantação de novas unidades.
“Nos nossos polos industriais tem empresas que entregam uma creche em seis meses. Então, por que que nós vamos trabalhar ainda com alvenaria?”, questionou.
Na proposta descrita por ela, parte da estrutura administrativa poderia continuar compartilhada, com aproveitamento da direção, coordenação, cozinha e serviços de limpeza, enquanto a expansão exigiria principalmente novas salas e professores.

Inclusão escolar e apoio especializado
O atendimento às crianças atípicas ganhou um bloco específico da entrevista. Valéria questionou a capacidade de um único professor conduzir uma turma numerosa e, ao mesmo tempo, atender vários estudantes que necessitam de acompanhamento diferenciado.
Ela defendeu atendimento especializado dentro das próprias unidades escolares, com profissionais dedicados e estrutura específica.

Na sequência da conversa, Jeová Lopes mencionou autismo, Síndrome de Down, TDAH e outras condições ao tratar das dificuldades enfrentadas por estudantes, professores e familiares. Valéria concordou com a necessidade de ampliar a discussão e defendeu que diferentes necessidades recebam formas adequadas de acompanhamento.

Formação profissional e autonomia
Ela relembrou cursos profissionalizantes que fizeram parte da formação de gerações anteriores e afirmou que o modelo precisa ser atualizado para as necessidades do mercado atual.
“É preciso modernizar na nossa era, sim, mas é preciso qualificar no ensino médio para que ele saia tendo possibilidade de renda real e aí ir pra universidade”, declarou.

A proposta, segundo explicou, é permitir que o estudante termine a educação básica com uma formação capaz de gerar renda, sem que isso substitua o ingresso posterior no ensino superior.
A qualificação profissional voltou à entrevista durante a discussão sobre violência doméstica. Valéria afirmou que políticas de proteção às mulheres também precisam considerar as condições econômicas de quem deseja romper uma relação violenta.
Ela relacionou a dependência financeira à dificuldade enfrentada por parte das mulheres para deixar situações de violência e defendeu ações de capacitação profissional e incentivo ao empreendedorismo.

“Disseram que eu não conseguiria”
A trajetória política ganhou espaço quando Jeová Lopes perguntou sobre a formação do grupo de apoio à candidatura. Em vez de apresentar uma lista de integrantes, Valéria respondeu relembrando momentos em que, segundo seu relato, ouviu avaliações de que não conseguiria avançar na vida pública.

Eles disseram assim: ‘Ela não vai virar secretária porque ela não tem perfil’. Virei secretária e com quantos projetos?”, afirmou.

Depois, relembrou a disputa pela Câmara Municipal. “Diziam para mim: ‘Ah, você não vai ser vereadora porque você tá participando de um partido que tem 10 vereadores eleitos e dois outros grandes nomes. Você não terá chance’. Batemos a eleição também e com uma grande votação.”

Segundo Valéria, o questionamento atual é se estaria tentando “voar alto” ao disputar uma vaga de deputada federal. Ela respondeu enumerando projetos dos quais afirma ter participado durante sua trajetória em Aparecida.

Quem ajudou a fazer projeto de 38 Unidades Básicas de Saúde? Três hospitais municipais? Centro de especialidade? São 30 creches!”, afirmou.

Na entrevista, Valéria disse que quatro dessas creches foram realizadas em parceria com o Estado e 26 estavam relacionadas a recursos federais. Citou ainda participação em projetos de pavimentação, pontes, bueiros e videomonitoramento. Os números e a extensão da participação pessoal da candidata nessas iniciativas são apresentados na reportagem como declarações de Valéria e não como realizações atribuídas exclusivamente a ela.

Ao receber de Jeová a palavra “Aparecida”, Valéria definiu o município como “a minha cidade, o meu grande berço de projetos, a minha escola”. Na sequência, mencionou Maguito Vilela como uma das referências de sua formação na vida pública.
“Aprendi com Maguito, viu Jeová? Amar pessoas. Homem público, o cuidado com pessoas… todos os projetos eram voltados para vidas”, afirmou. Ao falar sobre gestão e formação de equipes, acrescentou outra frase: “Ninguém brilha sozinho.”

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo