Polícia

Corpo é encontrado enterrado em quintal e Polícia Civil investiga homicídio em Caldas Novas

Trabalho integrado das delegacias locais levou à localização da vítima, desaparecida desde janeiro, e reforçou apuração sobre possível participação de adolescente no crime

Indícios reunidos ao longo de uma investigação em curso levaram à descoberta de um homicídio com fortes sinais de violência em Caldas Novas. Na última quarta-feira, dia 28, equipes da Polícia Civil localizaram um cadáver enterrado no quintal de um imóvel situado no bairro Portal das Águas Quentes, reforçando a suspeita de execução ocorrida no próprio local.

A ação foi resultado de trabalho conjunto da Polícia Civil de Goiás, envolvendo a Delegacia Municipal, a Delegacia de Polícia de Apuração de Atos Infracionais e o Grupo de Investigação de Homicídios da 19ª Delegacia Regional de Polícia. O corpo, do sexo masculino, possivelmente é de uma pessoa que estava desaparecida desde o dia 22 de janeiro deste ano.

As informações preliminares apontam que a vítima teria sido morta com golpes de marreta na região da cabeça, ainda dentro da residência onde o corpo foi posteriormente enterrado. O imóvel era habitado por Alessandro Belo Rosa, de 47 anos, preso no dia anterior, terça-feira, dia 27, em cumprimento a mandado de prisão expedido no curso da execução de pena anterior pelo crime de homicídio.

De acordo com a apuração policial, o investigado havia recentemente descumprido medida de monitoração eletrônica, após romper a tornozeleira. Esse histórico foi considerado relevante para o avanço das diligências que culminaram na localização do cadáver.

As investigações preliminares também indicam que um adolescente pode ter auxiliado o suspeito a ocultar o corpo no quintal do imóvel. Diante dessa informação, foi instaurado procedimento específico para apurar se o menor participou apenas da ocultação ou também da execução do homicídio.

Outro elemento considerado decisivo na investigação foi a análise do telefone celular do investigado. No aparelho, os policiais encontraram imagens em que ele aparece com as mãos e o rosto sujos de sangue, registradas logo após o desaparecimento da vítima. A apuração também revelou que vítima e investigado eram colegas de trabalho, o que pode ajudar a esclarecer a motivação do crime.

A Polícia Civil informou que as investigações seguem em andamento para o completo esclarecimento dos fatos. A divulgação da identidade e da imagem do investigado, segundo a corporação, está amparada na legislação vigente e no interesse público, além de contribuir para a identificação de possíveis outras vítimas.

GED

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