ESPORTE

Conflito no Oriente Médio coloca F1 e FIA em estado de alerta

Federação afirma que acompanha desdobramentos do conflito e prioriza segurança; logística do GP da Austrália já sofre impactos

A escalada da crise no Oriente Médio após ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã acendeu o alerta no automobilismo mundial. A Federação Internacional do Automobilismo (FIA) informou que monitora a situação e avaliará possíveis impactos no calendário da Fórmula 1.

O presidente da entidade, Mohammed ben Sulayem, divulgou nota oficial afirmando que a segurança e o bem-estar serão prioridades nas decisões relacionadas aos próximos eventos programados na região.

O campeonato 2026 da F1 começa já neste fim de semana, em 8 de março, com o GP da Austrália.

Impacto logístico

De acordo com a imprensa internacional, o conflito já provoca impactos logísticos no GP da Austrália. Estima-se que cerca de mil profissionais ligados à Fórmula 1 tenham sido afetados, especialmente devido ao fechamento ou restrições em hubs estratégicos como Catar e Emirados Árabes Unidos, importantes pontos de conexão aérea para a Oceania e Ásia.

Relatos indicam que ataques atingiram Doha e áreas nos Emirados, elevando a tensão regional. O jornal britânico The Guardian apontou risco de ausência de alguns membros das equipes na etapa de abertura.

Apesar disso, os organizadores do GP da Austrália afirmaram que a corrida está mantida.

Etapas no Oriente Médio preocupam

A situação também gera apreensão para as etapas previstas na região. O Grande Prêmio do Bahrein está marcado para 12 de abril, no Circuito de Sakhir, enquanto o Grande Prêmio da Arábia Saudita acontece em 19 de abril, no circuito de Jeddah.

Um dos pontos de maior preocupação envolve a proximidade de ataques a instalações militares situadas a cerca de 30 quilômetros do Circuito de Sakhir. Testes de pneus que seriam realizados com equipes como McLaren e Mercedes chegaram a ser cancelados.

Segundo o Daily Mail, a Fórmula 1 mantém, por ora, as provas no calendário de 2026, mas já possui planos de contingência caso o conflito avance e comprometa a realização das corridas.

A FIA reiterou que segue em contato com promotores, equipes e autoridades locais para acompanhar os desdobramentos e garantir que qualquer decisão seja tomada com responsabilidade e foco na segurança.

GED

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