Brasil Registra Saldo Positivo de Empregos em Fevereiro e Goiás se Destaca na Geração de Vagas

O Brasil fechou o mês de fevereiro com um saldo positivo de 431.995 novos postos de trabalho com carteira assinada, conforme os dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) nesta sexta-feira (28). Este é o maior saldo mensal desde o início da série histórica do Caged, em 2020, refletindo um desempenho positivo no mercado de trabalho.
De acordo com o MTE, o saldo positivo em fevereiro resultou de 2.579.192 admissões e 2.147.197 desligamentos, com um total acumulado de 576.081 novos empregos no ano. Nos últimos 12 meses, o Brasil gerou 1.782.761 novos postos de trabalho, o que demonstra uma recuperação expressiva no cenário do emprego formal.
“Eu espero que a economia continue aquecida, afinal de contas a gente ainda tem muita gente no subemprego, desempregada”, afirmou.
Goiás: Destaque Nacional na Geração de Empregos
No contexto regional, o estado de Goiás se destacou com uma significativa criação de empregos em fevereiro. Goiás registrou um saldo de 20.584 novas vagas, o que representa uma variação positiva de 1,30% em relação ao mês anterior, ficando entre os estados com as maiores taxas de crescimento relativo. Este resultado reflete um mercado de trabalho aquecido no estado, contribuindo para a recuperação da economia local.
Distribuição por Setores
Os setores que mais contribuíram para a criação de empregos em fevereiro foram os serviços, com 254.812 postos, seguidos pela indústria, com 69.884 vagas, e o comércio, com 46.587 novos empregos. A construção civil e a agropecuária também apresentaram crescimento expressivo, gerando 40.871 e 19.842 postos, respectivamente.
Perfil dos Empregados
O perfil dos novos postos de trabalho revela algumas tendências importantes. A maior parte das vagas foi preenchida por mulheres (229.163), enquanto os homens ocuparam 202.832 postos. A faixa etária predominante foi a de 18 a 24 anos, com 170.593 novas contratações, e o ensino médio completo foi o nível de escolaridade que mais gerou vagas, com 277.786 postos. Além disso, a faixa salarial predominante foi a de até 1,5 salários mínimos, com 312.790 novas vagas.
Contexto Nacional e Expectativas para o Futuro
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou que os números de fevereiro são fruto das políticas de investimentos e reindustrialização do governo federal. Segundo Marinho, o governo tem estimulado a indústria a se preparar para a produção nacional de equipamentos, como os de saúde, e de combustíveis sustentáveis, como o SAF, para aviação.
“Acho que o que se necessita no Brasil é um grande pacto de mais produção para conter a inflação, e não o contrário. Me parece também que, com o aumento de juros, as pessoas não vão deixar de comer carne, ovo, arroz e feijão. O debate é outro, precisamos produzir mais”, disse Marinho.
Em relação à política econômica, o ministro ressaltou que, embora o mercado de trabalho tenha mostrado um bom desempenho em fevereiro, há expectativas de uma desaceleração na criação de empregos em março. Ele também criticou a alta taxa de juros (Selic) e defendeu a necessidade de um pacto para aumentar a produção no Brasil como forma de conter a inflação.
Em termos regionais, enquanto estados como São Paulo, Minas Gerais e Paraná geraram as maiores quantidades de postos de trabalho, Goiás se destacou positivamente pela sua performance relativa, consolidando-se como um exemplo de crescimento no mercado de trabalho formal.
Perspectivas para o Mercado de Trabalho
O governo segue empenhado em manter políticas de geração de empregos, apesar da possível desaceleração nas contratações em março. O objetivo é manter a economia aquecida e reduzir os índices de subemprego e desemprego.