Alopecia areata: novos tratamentos trazem avanços para doença de impacto emocional
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A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) divulgou um novo consenso sobre o tratamento da alopecia areata, doença autoimune que causa perda súbita de cabelo. A atualização inclui novas opções terapêuticas e destaca o impacto emocional da condição.
O que é alopecia areata?
A doença ocorre quando o sistema imunológico ataca os folículos capilares, levando à queda de cabelo em áreas arredondadas e lisas. Pode variar de pequenas falhas até a perda total dos pelos do corpo. Fatores genéticos, ambientais e o estresse influenciam seu desenvolvimento.
Novos tratamentos
Embora não tenha cura, a alopecia pode ser controlada. O novo consenso da SBD traz uma abordagem mais precisa, classificando os casos em leves, moderados e graves. Para os mais severos, há uma inovação: os inibidores da enzima Janus quinase (JAK), como baricitinibe e ritlecitinibe, aprovados pela Anvisa e disponíveis no Brasil. Esses medicamentos bloqueiam o processo inflamatório que causa a doença.
Impacto emocional e suporte psicológico
A queda de cabelo afeta autoestima, relações sociais e pode levar à ansiedade e depressão. Até 78% dos pacientes relatam impactos na saúde mental. “O apoio psicológico aliado ao tratamento dermatológico é essencial para a qualidade de vida”, afirma a dermatologista Barbara Miguel.
Cuidados essenciais
Antes de iniciar o tratamento, exames médicos são necessários para avaliar riscos. Os I-JAK não são recomendados para gestantes e lactantes, e seu uso exige acompanhamento constante devido à falta de dados sobre efeitos a longo prazo.
Com os avanços terapêuticos e um olhar mais atento ao impacto emocional, o manejo da alopecia areata está mais eficaz, proporcionando mais qualidade de vida aos pacientes.