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Apostas online seguem atraindo apostadores no Telegram mesmo após proibição

Mesmo com a proibição das bets por medida provisória, canais no Telegram continuam a divulgar apostas, atraindo milhares de usuários.

Apesar da proibição imposta pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, as apostas online continuam a atrair apostadores por meio de canais no Telegram. A medida provisória, editada em setembro, proíbe a oferta e a divulgação de apostas de quota fixa no Brasil, mas isso não tem impedido a proliferação de anúncios irregulares na plataforma de mensagens.

Divulgação irregular continua

Segundo apuração, seis canais no Telegram reúnem mais de 43 mil inscritos, divulgando links para apostas e oferecendo bônus por convite. Usuários relataram ter sido adicionados a esses canais sem autorização, muitas vezes após participarem de grupos de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Impacto da medida e desafios

O Ministério da Justiça já solicitou a remoção de mais de mil grupos e canais, que somam 18,4 milhões de inscrições. No entanto, a disseminação dessas apostas continua, com 87 domínios distintos identificados apenas nos anúncios dos seis canais analisados. A dificuldade em bloquear totalmente essas operações ilegais é um desafio para as autoridades.

Denúncias e bloqueios

O Ministério da Fazenda tem recebido denúncias de sites e canais de apostas ilegais, o que auxilia na localização e bloqueio dos mesmos. Desde a edição da medida provisória, mais de 47 mil sites ilegais foram bloqueados, e as instituições financeiras foram orientadas a não processar transações relacionadas a essas apostas.

Futuro da regulamentação

A medida provisória ainda precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional para se tornar lei permanente. Enquanto isso, a Associação Nacional de Jogos e Loterias busca a suspensão da MP no Supremo Tribunal Federal, alegando que a proibição pode empurrar apostadores para o mercado clandestino. O debate sobre a regulamentação das apostas no Brasil continua em aberto, com possíveis julgamentos no STF ainda sem data definida.

GED

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