Montadoras pedem banimento permanente de carros chineses nos EUA
Associação de montadoras pressiona Congresso americano por lei que proíba permanentemente veículos chineses, citando riscos à segurança nacional e aos investimentos.
Uma associação que representa grandes montadoras como General Motors, Volkswagen e Toyota está pressionando o Congresso dos Estados Unidos a aprovar uma lei que estabeleça a proibição permanente de veículos chineses no país. O pedido foi feito antes da retomada dos trabalhos legislativos, marcada para a próxima semana, após as eleições de meio de mandato.
Segundo a agência Reuters, a Alliance for Automotive Innovation, que reúne quase todas as principais fabricantes, argumenta que a presença de carros chineses ameaça a segurança nacional e os investimentos feitos pelas montadoras nos Estados Unidos. O presidente da associação, John Bozzella, destacou que é necessário proteger o mercado americano de importações que podem trazer riscos de vigilância e desvantagens para os fabricantes locais.
Pressão por aprovação ainda neste ano
A associação está pressionando os parlamentares a utilizarem o curto período de votações para concluir a análise da proposta ainda neste ano. O projeto de proibição já avançou no Senado em julho e conta com apoio significativo na Câmara dos Representantes, com mais de 100 parlamentares como coautores.
No entanto, há receios de que, se os democratas conquistarem o controle do Legislativo, o tempo para votar a medida possa ser insuficiente antes do encerramento da sessão em dezembro. Montadoras e assessores legislativos esperam que a aprovação ocorra ainda em 2026.
Preocupações com a concorrência chinesa
Bozzella também mencionou o avanço dos veículos chineses na Europa, onde mais de 1,1 milhão de unidades foram importadas nos primeiros oito meses de 2026. Ele defendeu que o Congresso americano deve proteger a base de defesa e manufatura do país contra práticas que considera desleais por parte da China.
O governo chinês, por sua vez, já pediu aos Estados Unidos que respeitem as leis de economia de mercado e os princípios de concorrência justa, classificando propostas anteriores contra empresas chinesas como “repressão injustificada”.



