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Cantor cearense Vittim desabafa sobre vício em apostas e perda de R$ 800 mil

O cantor de 23 anos, Victor Custódio Gomes, conhecido como Vittim, compartilhou nas redes sociais os impactos devastadores do vício em apostas em sua vida pessoal e profissional.

O cantor cearense Victor Custódio Gomes, conhecido artisticamente como Vittim, revelou em suas redes sociais um drama pessoal que tem afetado gravemente sua vida: o vício em apostas. O artista, de apenas 23 anos, relatou que perdeu cerca de R$ 800 mil devido ao hábito de apostar, tanto em esportes quanto em cassinos.

Vittim, que mora em Ipu, no interior do Ceará, começou a apostar de forma presencial em casas esportivas e, posteriormente, migrou para plataformas on-line, conhecidas como ‘Jogo do Tigrinho’. Ele descreveu o vício como algo que parecia não ter fim e que o levou a vender equipamentos musicais e a gastar todo o lucro de seus shows em apostas.

Impacto pessoal e profissional

O cantor contou que a dependência afetou não só sua vida pessoal, mas também profissional. Ele deixou de pagar músicos de sua banda e familiares, chegando a usar o dinheiro reservado para uma turnê no Rio de Janeiro em apostas. Essa situação o levou a buscar ajuda psicológica e apoio de seus familiares para enfrentar o problema.

Um primo de Victor ajudou a cancelar o CPF do cantor nas plataformas de apostas, uma medida que visa restringir o acesso a esses sites. Além disso, ele tem evitado passar muito tempo com o celular, uma das maneiras que encontrou para controlar o impulso de jogar.

Rede de apoio e tratamento

Pessoas que enfrentam problemas semelhantes podem procurar grupos de apoio como o Jogadores Anônimos, que oferece encontros presenciais e virtuais em Fortaleza. O Sistema Único de Saúde (SUS) também disponibiliza teleatendimento em saúde mental para auxiliar na recuperação.

O psicólogo Magnum Freire Nobre explicou que, biologicamente, a dependência em apostas pode ser comparada à de álcool e drogas, pois ativa as mesmas vias cerebrais de recompensa. Ele destacou a importância de uma rede de apoio para quem busca tratamento, ressaltando que o primeiro passo é admitir a impotência diante do vício.

GED

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