A Assembleia Legislativa de Goiás deve fazer uma nova devolução de recursos ao Governo do Estado ainda em 2026. Depois de repassar mais de R$ 550 milhões aos cofres estaduais, a Casa informou que ainda acumula mais de R$ 150 milhões em duodécimos economizados, valor que poderá ser devolvido dentro da atual gestão. A informação foi apresentada pelo presidente da Alego, deputado Bruno Peixoto, durante solenidade realizada nesta terça-feira, 5 de maio.
Segundo Bruno Peixoto, há mais de R$ 150 milhões no caixa da Assembleia destinados a uma segunda devolução.
O anúncio ocorre no mesmo dia em que a Alego formalizou a devolução de valores que, somados a recursos acumulados e montantes não repassados ao Legislativo neste ano, chegaram a R$ 550 milhões. Desse total, R$ 403 milhões foram estornados ao Executivo como sobras do duodécimo acumuladas ao longo da atual gestão.
Na prática, o duodécimo é o repasse mensal feito pelo Poder Executivo aos demais Poderes para garantir o funcionamento das instituições. O valor corresponde a 1/12 do orçamento anual e serve para custear despesas como pessoal, manutenção administrativa e atividades parlamentares. Quando há sobra ao fim do exercício financeiro, o dinheiro deve voltar ao Executivo.
O novo repasse previsto reforça uma movimentação política e administrativa relevante em Goiás: a transformação de economia orçamentária do Legislativo em reforço para o caixa estadual. A pergunta que agora interessa à população é direta: onde esse dinheiro será aplicado e quando ele vai virar serviço, obra ou melhoria concreta?
No primeiro pacote, os recursos anunciados foram direcionados principalmente para obras de duplicação de rodovias estaduais. Entre os trechos citados estão ligações entre Goiânia e Nova Veneza, Goiânia e Orizona, além do percurso entre Bela Vista de Goiás e Catalão.

O governador Daniel Vilela afirmou que os recursos serão incorporados ao Tesouro Estadual e aplicados conforme o planejamento orçamentário e os procedimentos técnicos exigidos.
A nova previsão de R$ 150 milhões amplia o peso político da devolução. Para a Alego, o movimento é apresentado como resultado de gestão, corte de despesas e eficiência administrativa. Para o governo estadual, representa mais fôlego financeiro. Para o cidadão, no entanto, a conta só fecha quando o dinheiro sai do anúncio e aparece em forma de obra entregue, estrada melhor, serviço funcionando ou investimento rastreável.
No fim, a nova devolução prevista pela Alego pode elevar para cerca de R$ 700 milhões o volume de recursos que voltam ao caixa estadual dentro desse ciclo de repasses. É dinheiro suficiente para sair da linguagem técnica do orçamento e entrar na vida real dos goianos.
Porque dinheiro público economizado não pode virar apenas discurso de gestão. Precisa voltar para quem paga a conta.



