CONCURSOS & EMPREGOS

MP-GO lança concurso e residência jurídica com inscrições a partir de 11 de maio

Inscrições vão de 11 de maio a 10 de junho; concurso público terá vagas para analistas de nível superior, enquanto residência jurídica oferece 67 vagas imediatas e cadastro de reserva em Goiás

O Ministério Público de Goiás abriu duas novas oportunidades para quem busca entrar no serviço público ou ganhar experiência na área jurídica. O órgão lançou um concurso público para servidores efetivos e um processo seletivo para o Programa de Residência Jurídica 2026. As inscrições começam na próxima segunda-feira, 11 de maio, e seguem até 10 de junho, exclusivamente pela internet.

No concurso público, as chances são para cargos de nível superior: Analista em Educação e Analista em Engenharia Ambiental e Sanitária. Há vagas imediatas e formação de cadastro de reserva. O salário inicial informado é de R$ 11.892,79, valor que coloca o certame entre as oportunidades mais atrativas do Estado para profissionais com formação superior.

A seleção para analistas terá três etapas: prova objetiva, prova discursiva e avaliação de títulos. A pontuação máxima será de 110 pontos. Para seguir na disputa, o candidato precisará alcançar pelo menos 60% na prova objetiva e 50 pontos na discursiva. A taxa de inscrição é de R$ 135.

As provas do concurso estão previstas para 12 de julho, em Goiânia e na região metropolitana, com duração de cinco horas. O gabarito preliminar deve ser divulgado no dia seguinte. A previsão é que o resultado final seja homologado até 31 de agosto. O edital prevê reserva de 20% das vagas para candidatos negros ou pardos e 5% para pessoas com deficiência. A validade será de dois anos, podendo ser prorrogada por igual período.

A segunda porta aberta pelo MP-GO é a Residência Jurídica 2026, voltada a bacharéis em Direito com graduação concluída há até cinco anos ou estudantes de pós-graduação na área. O programa oferece 67 vagas imediatas, distribuídas em comarcas do Estado, além de cadastro de reserva. A bolsa mensal será de R$ 3.336,32, com carga horária de 30 horas semanais, no período vespertino.

A residência será definida por prova objetiva única, com 80 questões. O conteúdo inclui Direito Constitucional, Direito Administrativo, Direito Penal, Processo Penal, Direito Civil, Processo Civil, Legislação Institucional do Ministério Público e Língua Portuguesa. Para ser aprovado, o candidato deverá atingir pelo menos 40 pontos.

A aplicação da prova da residência também está marcada para 12 de julho, mas ocorrerá em dez cidades: Goiânia, Anápolis, Caldas Novas, Rio Verde, Formosa, Luziânia, Itumbiara, Itaberaí, Porangatu e São Luís de Montes Belos. A taxa de inscrição é de R$ 95. O edital reserva 30% das vagas por comarca para candidatos negros ou pardos e 10% para pessoas com deficiência, quando o número de vagas permitir.

Outro ponto importante é a possibilidade de isenção da taxa de inscrição. Nos dois editais, podem solicitar o benefício candidatos de baixa renda, doadores de sangue, medula óssea ou leite materno. O pedido deve ser feito entre 11 e 13 de maio. Os editais completos estão disponíveis no portal do MP-GO e no Diário Oficial Eletrônico do Ministério Público, edição suplementar nº 4155, de 4 de maio de 2026.

Na prática, os dois editais falam com públicos diferentes. O concurso público mira profissionais já formados e interessados em estabilidade, carreira e salário mais alto. Já a residência jurídica pode ser uma porta de entrada para quem está no início da trajetória no Direito e busca vivência prática dentro de uma instituição essencial ao sistema de Justiça.

O lançamento também reacende a corrida dos concurseiros em Goiás. Com prazo de inscrição de um mês e provas marcadas para julho, o candidato terá pouco tempo para organizar estudo, revisar edital, entender o perfil da banca e montar estratégia de preparação.

Para quem disputa uma vaga de analista, o peso da prova discursiva exige atenção especial. Não basta decorar conteúdo: será preciso escrever com clareza, domínio técnico e capacidade de argumentação. Já na residência jurídica, a amplitude das disciplinas cobra revisão objetiva e foco nos temas mais recorrentes do Direito Público, Penal, Civil e na legislação do próprio Ministério Público.

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