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HMAP reduz tempo de internação e amplia eficiência em cirurgias eletivas

O Hospital Municipal de Aparecida de Goiânia Iris Rezende Machado, o HMAP, reduziu em 56,25% o tempo de internação de pacientes submetidos a cirurgias eletivas com a implantação do modelo Day Clinic. Em nove meses, mais de 200 pessoas passaram pelo novo fluxo, que baixou o tempo médio de permanência hospitalar de 1,6 dia para 0,7 dia.

A mudança foi implantada para um perfil específico de pacientes, jovens de 14 a 40 anos, sem comorbidades ou com doenças crônicas controladas, submetidos a cirurgias de pequeno e médio porte. A proposta é simples: o paciente deixa de ser internado na noite anterior e passa a dar entrada no hospital na manhã do procedimento, com alta prevista para o mesmo dia, após cirurgia e recuperação.

Na prática, o modelo altera uma rotina antiga. Antes, a internação ocorria por volta das 20h do dia anterior, com permanência em leito até a ida ao centro cirúrgico, geralmente às 7h30. Agora, o paciente chega ao hospital perto das 5h, é preparado e segue para o centro cirúrgico cerca de uma hora depois. Ao fim do atendimento, recebe alta ainda no mesmo dia.

Segundo a direção do hospital, a iniciativa manteve os critérios de segurança e qualidade assistencial, sem mudança nas etapas clínicas exigidas para o procedimento. O coordenador do departamento de cirurgia do HMAP e responsável pelo projeto, Leandro Machado, afirma que os indicadores seguem estáveis desde o início da implantação, sem aumento de complicações ou de reinternações precoces.

Para ele, o resultado vai além da economia de tempo. O novo fluxo melhora o giro dos leitos, reduz a ocupação desnecessária antes da cirurgia e abre espaço para que mais pacientes sejam atendidos. Isso tem efeito direto sobre a capacidade de resposta da rede pública e sobre a experiência de quem passa pelo procedimento.

O secretário municipal de Saúde de Aparecida, Alessandro Magalhães, avalia que o modelo representa um avanço na qualificação da assistência. Segundo ele, a estratégia combina eficiência operacional, uso racional dos leitos e manutenção dos padrões de segurança e qualidade, além de ampliar o acesso da população aos procedimentos cirúrgicos.

O diretor médico do HMAP, Pedro Vieira, diz que o projeto reforça a proposta de gestão adotada na unidade. De acordo com ele, o hospital trabalha com protocolos clínicos baseados em evidências e com foco na otimização de recursos, sem perder de vista a segurança e a experiência do paciente.

Cinco especialidades já atendidas

Atualmente, o Day Clinic atende cinco especialidades no HMAP. Estão incluídas cirurgias gerais, como retirada de vesícula e correção de hérnias abdominais, procedimentos de coloproctologia, ginecologia, ortopedia, com foco em cirurgias de mão, e urologia, com casos como hidrocele, varicocele e retirada de duplo J.

A meta do hospital é ampliar gradualmente o número de pacientes elegíveis, mantendo os mesmos padrões de eficiência e segurança observados até agora. A avaliação interna é que a reorganização do fluxo permite uma assistência cirúrgica mais ágil, com ganho para o paciente e para a gestão dos leitos.

Método de gestão ajudou a reestruturar o fluxo

A implantação do projeto foi baseada na metodologia Lean Six Sigma, usada pelo Einstein em unidades públicas e privadas para reduzir desperdícios, padronizar processos e diminuir falhas. No HMAP, 18 projetos foram concluídos em 2025 com essa abordagem.

No caso do Day Clinic, a aplicação do método permitiu reorganizar etapas, enxugar o tempo ocioso de internação e manter o acompanhamento clínico dentro dos protocolos de segurança. O resultado foi uma cirurgia eletiva mais eficiente, com menor tempo de permanência e melhor aproveitamento da estrutura hospitalar.

GED

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