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MotoGP em Goiânia deve gerar 4 mil empregos e impulsionar hotelaria, transporte e alimentação

Levantamento do Instituto Mauro Borges estima forte impacto econômico durante os dias do evento, com reflexos sobre transporte, hotelaria, alimentação, publicidade e outros serviços

O MotoGP deve movimentar R$ 868 milhões na economia de Goiás durante os dias do evento, marcado para ocorrer entre 20 e 22 de março, em Goiânia. A estimativa é do Instituto Mauro Borges (IMB), que também projeta a geração de pelo menos 4 mil empregos ligados à realização da etapa.

De acordo com o levantamento, os setores mais beneficiados pela competição devem ser transporte, hotelaria, alimentos e bebidas, publicidade, TV e cinema. A expectativa é de aquecimento em toda a cadeia do turismo, com aumento da demanda por serviços na capital e em cidades da região metropolitana.

A rede hoteleira já sente os reflexos da chegada do evento. Segundo os dados divulgados, a ocupação dos leitos alcança 90% em Goiânia, 80% em Anápolis e 60% em Aparecida de Goiânia a poucos dias da programação.

Para o economista André Luís Braga, do Conselho Regional de Economia de Goiás (Corecon), o impacto tende a ser mais perceptível em áreas que empregam muita mão de obra. Segundo ele, transporte, alimentação e hotelaria têm capacidade de ampliar vagas com mais rapidez quando há aumento da atividade econômica, além de abrir espaço para trabalhadores informais e microempreendedores individuais.

Braga afirma que Goiânia tem mais de 295 mil empresas ativas e que cerca de 93% delas são microempresas e MEIs. Na avaliação dele, o evento deve beneficiar desde motoristas por aplicativo até pequenos comércios que atendem turistas e visitantes durante a etapa da motovelocidade.

Ainda segundo o estudo do IMB, a etapa brasileira do MotoGP deve atrair cerca de 150 mil pessoas para Goiânia. Desse total, 12% devem ser estrangeiros e 32% visitantes de outros estados, o que amplia a expectativa de consumo na Região Metropolitana.

Na análise do economista, a presença de turistas de outros países também pode elevar o volume de gastos no comércio e nos serviços, já que parte desses visitantes chega ao Brasil com maior poder de compra por causa da diferença cambial.

Presidente da Comissão de Turismo da Assembleia Legislativa de Goiás, o deputado estadual Coronel Adailton destacou o potencial do setor para gerar emprego e renda. Segundo ele, a cadeia produtiva ligada ao turismo é ampla e alcança diferentes segmentos da economia, com efeitos rápidos sobre a circulação de recursos.

A etapa em Goiânia é a segunda do Mundial de Motovelocidade. A primeira foi realizada na Tailândia, no Circuito Internacional de Chang, entre 27 de fevereiro e 1º de março. Para receber novamente a etapa brasileira, o Governo de Goiás investiu R$ 250 milhões na modernização do Autódromo Ayrton Senna.

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