Goiânia

Curiosidade: bairro tradicional de Goiânia teria sido planejado por prisioneiros alemães após a Segunda Guerra

Estudos apontam que cerca de 50 prisioneiros chegaram à capital goiana em 1950 e participaram do projeto urbanístico do Setor Jaó

Pouca gente sabe, mas um dos bairros mais conhecidos de Goiânia guarda uma história curiosa ligada ao período pós-Segunda Guerra Mundial. O Setor Jaó, localizado na região norte da capital, teria sido planejado e estruturado com a participação de prisioneiros de guerra alemães que vieram para Goiás na década de 1950.
Segundo estudos acadêmicos e relatos de pesquisadores, cerca de 50 prisioneiros alemães chegaram a Goiânia em 1950, durante o governo de Coimbra Bueno. A ideia inicial era que eles fossem mantidos na antiga casa de prisão estadual. No entanto, para evitar repercussão pública, o grupo acabou sendo levado para acampamentos improvisados às margens do Rio Meia Ponte, na antiga Fazenda Retiro.
Nesse período, o governo estadual iniciou o projeto de criação de um novo bairro na região. A planta urbanística foi assinada oficialmente pelo engenheiro Tristão Pereira da Fonseca, já que os estrangeiros não possuíam registro no Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura. Pesquisas apontam que o principal responsável pelo desenho do loteamento teria sido um engenheiro alemão identificado como Sonenberg, que teria seguido padrões urbanísticos comuns na Alemanha antes da guerra.
O loteamento foi aprovado oficialmente em 1952 e apresentava características que se tornaram marcas do bairro, como ruas curvas, grandes áreas verdes e lotes amplos voltados para residências. O crescimento do Setor Jaó se intensificou nos anos 1960, especialmente após a construção do Clube de Regatas Jaó, que atraiu moradores em busca de um bairro tranquilo, mas próximo ao centro da capital.

GED

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