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Colômbia tem candidata criada por IA em disputa ao Congresso

“Gaitana IA” usa tecnologia para propor participação popular digital e defender pautas ambientais

Uma candidatura inusitada chamou atenção no cenário político colombiano às vésperas das eleições legislativas. Apresentada como “Gaitana IA”, a postulante ao Congresso foi criada com uso de Inteligência Artificial e concorre por uma circunscrição especial indígena no país.

A figura virtual aparece em vídeos curtos nas redes sociais como uma mulher de pele azul e voz robótica, defendendo causas ambientalistas, direitos dos animais e maior participação popular nas decisões legislativas. Na cédula eleitoral, a candidatura deve ser identificada pela sigla “IA”, em azul.

O projeto foi desenvolvido pelo engenheiro mecatrônico Carlos Redondo e pela estudante de psicologia Natalia Aase, que definem a iniciativa como uma plataforma comunitária. Segundo os criadores, a proposta é utilizar a tecnologia para ampliar o debate público e tornar o processo legislativo mais participativo.

Em um dos vídeos divulgados, “Gaitana” afirma que, se eleita, pretende enviar projetos de lei para análise direta da população antes da votação no Congresso. A ideia envolve o uso de blockchain para registrar votos de forma pública e transparente. A proposta também inclui a utilização da Inteligência Artificial para estruturar textos legislativos a partir de sugestões enviadas pelos cidadãos.

Além da pauta ambiental, os conteúdos publicados abordam temas como corrupção, exploração do trabalho e salário mínimo, assuntos centrais no debate eleitoral colombiano. A candidatura surge em meio a discussões globais sobre o papel da tecnologia na política e os limites éticos do uso da IA em processos democráticos.

Os colombianos irão às urnas no próximo dia 8 para renovar o Congresso. Posteriormente, em 31 de maio, será realizado o primeiro turno das eleições presidenciais para escolher o sucessor de Gustavo Petro, que não pode disputar reeleição conforme a legislação local.

A presença de uma candidata virtual amplia o debate sobre inovação, representação e os novos formatos de participação política na era digital.

GED

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