Veja como checar dados oficiais e avaliar a saúde financeira do seu banco

Ferramentas do Banco Central, indicadores públicos e sinais objetivos ajudam consumidores e investidores a identificar riscos reais e evitar decisões baseadas em boatos
Com a liquidação de algumas instituições financeiras pelo Banco Central desde o fim do ano passado, aumentaram também as notícias, especulações e rumores sobre a situação de bancos em funcionamento no país. Nem sempre, porém, essas informações são verdadeiras. Para consumidores e investidores, saber diferenciar alertas reais de fake news é essencial para proteger o dinheiro e evitar decisões precipitadas.
Especialistas destacam que existem ferramentas oficiais e indicadores públicos que permitem avaliar a saúde financeira de um banco no Brasil. Antes de agir por medo ou levar em conta mensagens alarmistas nas redes sociais, o caminho mais seguro é consultar fontes confiáveis e analisar dados objetivos.
Autorização e supervisão do Banco Central
O primeiro passo é verificar se a instituição é autorizada a operar pelo Banco Central do Brasil. A consulta pode ser feita diretamente no site do BC, na área “Meu BC”, em “Encontre uma instituição”. Bancos não autorizados não podem atuar no sistema financeiro nacional e representam risco imediato ao consumidor.
Onde encontrar dados confiáveis
Além da autorização, é possível acessar bases oficiais que reúnem informações financeiras detalhadas. A Central de Demonstrações Financeiras do Banco Central permite consultar balanços e resultados das instituições. Outra ferramenta bastante usada é o site Banco Data, que organiza indicadores de risco de forma visual. Já os sites de Relações com Investidores, obrigatórios para bancos autorizados, apresentam dados financeiros e relatórios resumidos.
Indicadores que mostram a solidez do banco
Alguns números ajudam a avaliar a situação financeira. O Índice de Basileia mede a relação entre o capital próprio e os riscos assumidos pela instituição. No Brasil, o mínimo exigido é de 11%, e índices acima de 15% são considerados confortáveis. Lucros recorrentes indicam boa gestão, enquanto inadimplência elevada e alto índice de imobilização acendem sinais de alerta. Avaliações de agências de rating também devem ser acompanhadas, especialmente em casos de rebaixamento sucessivo.
Proteção do Fundo Garantidor de Créditos
Outro ponto fundamental é verificar se os investimentos são cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos, que assegura até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, dentro de um teto global. Contas, poupança, CDBs, LCIs e LCAs estão entre os produtos protegidos, enquanto debêntures, CRI, CRA e títulos públicos não entram nessa cobertura.
Atenção a promessas fora do padrão
Rentabilidades muito acima da média do mercado costumam indicar risco elevado. Bancos em dificuldade podem oferecer taxas agressivas para captar recursos rapidamente. Por isso, especialistas recomendam cautela e comparação com investimentos mais seguros, como o Tesouro Direto e produtos de grandes bancos com proteção do FGC.



