Síndico usou carro próprio para desovar corpo de corretora em Caldas Novas, aponta investigação

Imagens de câmeras e confissão indicam que vítima foi retirada do condomínio minutos após desaparecer; filho também é suspeito de obstrução das investigações
Pouco mais de meia hora depois do último registro de Daiane Alves de Souza com vida, o trajeto percorrido por um veículo chamou a atenção da Polícia Civil e se tornou peça-chave para a elucidação do crime em Caldas Novas. Câmeras de segurança mostram o síndico do condomínio onde a corretora morava deixando o local com o carro coberto e retornando pouco depois com a capota aberta, em deslocamento considerado incompatível com sua rotina.
O proprietário do veículo, Cléber Rosa Oliveira, de 49 anos, foi preso e confessou ser o autor do homicídio. Segundo a investigação, Daiane foi vista pela última vez dentro do elevador do prédio, a caminho do subsolo. Apenas 36 minutos depois, o síndico deixou o condomínio e seguiu por um percurso que, mais tarde, foi identificado como acesso à área onde o corpo da vítima foi encontrado.
De acordo com o delegado André Barbosa, o intervalo e a rota percorrida levantaram suspeitas imediatas. O tempo total do deslocamento registrado pelas câmeras foi de cerca de 48 minutos, trajeto que normalmente levaria menos de 15. Ainda segundo a polícia, esse dado reforça a hipótese de que o corpo da corretora foi transportado no próprio veículo do investigado.
O cadáver de Daiane foi localizado em uma área de mata, a aproximadamente 15 quilômetros do condomínio, em avançado estado de decomposição, após mais de 40 dias de buscas. A perícia encaminhou o corpo ao Instituto Médico Legal de Goiânia, onde exames devem esclarecer a causa da morte e a dinâmica do crime.
Além do síndico, o filho dele, Maicon Douglas Souza Oliveira, de 27 anos, também foi preso. A Polícia Civil afirma que o jovem teria atuado na obstrução das investigações, auxiliando na destruição de provas e na tentativa de dificultar o rastreamento de informações. Entre os indícios apurados está a compra de um novo telefone celular após o desaparecimento da vítima, possivelmente usado para coordenar ações e apagar registros digitais.
Pai e filho foram detidos quando se preparavam para deixar a cidade, com malas prontas, segundo a polícia. As investigações seguem para apurar a participação de cada um e concluir o inquérito.



