Ex-primeira-dama afirma que informações da Polícia Federal não coincidem e diz que houve demora no socorro ao ex-presidente
Em meio à repercussão sobre o estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro, novas críticas vieram à tona nesta quarta-feira após declarações da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro sobre o atendimento prestado a ele na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Segundo ela, há inconsistências nos relatos oficiais e falta de agilidade no socorro após a queda sofrida por Bolsonaro dentro da cela onde está detido.
Durante conversa com jornalistas em frente ao hospital onde o ex-presidente passou por exames, Michelle afirmou que Bolsonaro caiu dentro do quarto fechado em que permanece isolado e que o atendimento pericial teria ocorrido com atraso. De acordo com o relato, a primeira medicação do dia costuma ser administrada às 8h, mas o perito teria prestado os primeiros socorros apenas por volta das 8h40 ou 9h, o que, segundo ela, representaria uma demora de cerca de 40 minutos.
Michelle também questionou divergências nas informações repassadas por autoridades. Enquanto o perito teria registrado um horário para o atendimento inicial, um delegado teria informado que a cela foi aberta ainda por volta das 7h20. Para a ex-primeira-dama, os dados não coincidem e precisam ser esclarecidos por meio de um relatório detalhado solicitado à Polícia Federal.
Além das críticas ao procedimento, Michelle afirmou que Bolsonaro está emocionalmente abalado. Segundo ela, o ex-presidente convive há meses com dores constantes e faz uso contínuo de medicamentos, o que agrava o impacto físico e psicológico da situação.
Bolsonaro passou por exames médicos após a queda, e laudos iniciais indicaram ferimentos leves. A Polícia Federal informou que o atendimento ocorreu assim que a equipe de plantão foi comunicada. O episódio segue gerando questionamentos e repercussão política.



