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Autonomia, confiança e especialização devem moldar as grandes tendências da tecnologia em 2026


Depois da explosão da inteligência artificial generativa, o próximo ano aponta para sistemas mais independentes, personalizados e integrados ao dia a dia das pessoas


Após um período em que a inteligência artificial se tornou praticamente onipresente, o debate tecnológico começa a mudar de tom. Em vez de discutir apenas o que a IA é capaz de gerar, o foco de 2026 passa a ser o que esses sistemas conseguem fazer sozinhos e, sobretudo, em quem é possível confiar. A próxima etapa da revolução digital aponta para autonomia, especialização e uso responsável da tecnologia.

Uma das principais apostas envolve os chamados agentes de IA cada vez mais autônomos. A tendência é que esses sistemas deixem de atuar apenas como assistentes e passem a planejar e executar tarefas completas de forma independente. Processos como gestão logística, controle financeiro e organização de fluxos internos devem ser assumidos por agentes inteligentes, com expectativa de adesão crescente por parte das empresas já no próximo ano.

Outro movimento relevante é o avanço dos modelos de IA treinados por domínio específico. Em vez de soluções generalistas, cresce o interesse por sistemas especializados, alimentados apenas com dados e linguagens próprias de determinados setores, como saúde, direito ou finanças. A promessa é de maior precisão, especialmente em áreas reguladas, além de ganhos expressivos de eficiência e confiabilidade nos resultados.

No campo do hardware, os dispositivos vestíveis devem ganhar novo protagonismo. Após a entrada da Meta no mercado de óculos inteligentes, outras gigantes como Google e Apple devem intensificar investimentos em smart glasses e wearables. Pulseiras, anéis e colares inteligentes passam a integrar inteligência artificial de forma mais constante, acompanhando hábitos, saúde e rotina dos usuários em tempo real.

A área da saúde tende a ser uma das mais impactadas. A combinação entre IA e dados contínuos coletados por wearables deve permitir previsões mais precisas de doenças e tratamentos altamente personalizados. A ideia do “gêmeo digital”, uma representação virtual do corpo humano, ganha força como ferramenta para testar terapias e medicamentos antes da aplicação real, reduzindo riscos e aumentando a eficácia dos cuidados.

Ainda no setor médico, medicamentos à base de GLP-1, que ganharam destaque nos últimos anos, devem se consolidar ainda mais em 2026. A aposta do mercado está no avanço de versões em comprimidos, eliminando a necessidade de injeções e ampliando o acesso aos tratamentos. Em conjunto, essas tendências indicam um ano em que tecnologia, saúde e confiança caminham lado a lado, redefinindo a relação entre pessoas e sistemas inteligentes.

GED

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