Tempo de Decisão debate o papel dos pais na preparação dos filhos para a vida adulta

Em conversa com o pastor Epaminondas Filho, Lizandro Poletto defende presença familiar, limites e fé como parte da preparação dos filhos para desafios, frustrações e responsabilidades
Na reflexão apresentada no programa Tempo de Decisão, a fé cristã foi relacionada à presença responsável dos pais: acompanhar, ouvir, corrigir, demonstrar afeto e oferecer direção.
O pastor Epaminondas Filho recebeu o Prof. Dr. Lizandro Poletto para discutir “Filhos órfãos de pais vivos”, expressão usada no programa para tratar de filhos que convivem com pai e mãe, mas podem crescer sem atenção, limites e orientação.

A conversa abordou frustração, excesso de proteção, ausência de diálogo, uso constante do celular e falta de preparo para cobranças da vida adulta.
Como caminhos, Lizandro defendeu tempo de qualidade, exemplo, limites explicados, responsabilidade e espiritualidade.
Também afirmou que, diante de crises, a orientação religiosa pode caminhar com a procura de profissionais de saúde quando necessária.

Para Lizandro, presença não se resume a permanecer o dia inteiro ao lado do filho. Ele citou atitudes simples: mandar uma mensagem, conversar durante uma refeição, caminhar juntos e reservar alguns minutos para escutar.
Na entrevista, falou em “pequenos momentos” capazes de se tornar “grandes encontros”. O exemplo dos adultos apareceu como parte dessa formação.

Relacionou o modo como pais tratam os próprios pais, pedem perdão e demonstram cuidado ao comportamento observado pelos filhos.
Ao relatar situações pessoais, contou que procura reconhecer erros diante do filho e manter carinho, oração e proximidade.
- Leia também: Entrevista reúne histórias de superação e reforça a importância de não desistir das pessoas
LIMITES E MATURIDADE
O convidado avaliou que proteger os filhos de toda dificuldade pode favorecer dependência e imaturidade.
Segundo ele, jovens precisam aprender a atravessar frustrações e crises com apoio familiar, sem que os pais eliminem todos os obstáculos. A orientação foi prepará-los para regras, cobranças, horários e consequências.

Ao falar da universidade e do mercado de trabalho, Poletto destacou prazos, pontualidade, respeito e autocontrole.
Relatou o caso de um jovem que deixou o trabalho por não conseguir permanecer sem o celular durante o expediente e citou estudantes que entregam atividades fora do prazo.
Para o professor, disciplina e responsabilidade precisam ser trabalhadas antes da vida profissional.
FÉ E CUIDADO
A espiritualidade ocupou lugar central na entrevista. Professor incentivou oração, leitura da Bíblia, participação na igreja e conversas sobre fé no cotidiano familiar.

Segundo ele, esses hábitos podem oferecer direção em períodos difíceis. O convidado também orientou a procura de psicólogo, psicanalista, médico ou psiquiatra quando houver necessidade.

Ao mencionar famílias em crise, falou de aconselhamento pastoral ou religioso como apoio possível, acompanhado da busca de cuidado especializado quando necessário.
Espiritualidade e atendimento profissional não foram apresentados como alternativas excludentes.
Na etapa final, Lizandro Poletto pediu aos pais que conversem com franqueza, escutem com atenção e criem espaço para que os filhos falem sobre dificuldades.

Criticou situações em que adultos passam o dia fora e, ao retornar, continuam nas redes sociais, reduzindo o tempo de convivência em casa.
Ao resumir sua orientação, declarou: “Pai, forma o seu filho para o mundo, não para dentro de casa.” A frase foi ligada à necessidade de falar sobre trabalho, esforço, horários, limites e consequências.

No encerramento, Epaminondas Filho retomou o registro bíblico de Eli, conforme apresentado no programa, para relacionar conhecimento e posição social à responsabilidade de corrigir e orientar os filhos.
- Leia também: Fox TV Brasil registra o 30º Congresso dos Jovens do Ministério Jardim América em celebração de fé, música e legado
A conclusão reuniu presença, limites, afeto, exemplo, fé e responsabilidade. Na perspectiva dos participantes, formar os filhos para a vida adulta exige diálogo, correção com sabedoria, oração e disposição para buscar ajuda profissional quando necessária.




