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Síria pede que militares de Israel deixem o país

Da Redação
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As Forças Armadas de Israel realizaram bombardeios no sul da Síria, enquanto acontecia a Conferência Nacional de Diálogo da Síria, que exigiu a retirada das forças israelenses do território sírio. A conferência foi promovida pelo novo poder sírio, que assumiu o controle do país em dezembro de 2024, após a queda do regime de Bashar al-Assad, derrubado por grupos insurgentes após 13 anos de guerra civil.
De acordo com as Forças de Defesa de Israel (FDI), aviões israelenses atingiram centros de comando e locais com armamentos. O exército israelense justificou a ação dizendo que a presença de forças militares no sul da Síria representa uma ameaça para a segurança de Israel, reafirmando a continuidade das operações para remover qualquer ameaça ao Estado de Israel.
Durante a conferência, a declaração final condenou a infiltração israelense no território sírio como uma violação da soberania do país, exigindo sua retirada imediata e incondicional. O novo presidente sírio, Ahmad al-Sharaa, destacou em seu discurso de encerramento que a Síria é “indivisível” e pediu à comunidade internacional que pressionasse Israel para interromper as agressões ao território sírio.
Desde a queda de Assad, Israel assumiu o controle do Monte de Hermon, uma área de 400 km² que, até então, estava desmilitarizada, mas sob controle sírio. A ONU considera essa ocupação ilegal, pois viola acordos internacionais. A nova ocupação separa as Colinas de Golã, território sírio ocupado por Israel desde 1967, do restante do território sírio. O controle das Colinas de Golã continua sendo um ponto de disputa entre as duas nações, com Israel buscando a anexação definitiva da região, apoiado pelo presidente dos EUA, Donald Trump.
O ministro da Defesa de Israel, Israel Kartz, declarou que o país manterá a zona tampão no sul da Síria por tempo indeterminado, com a intenção de impedir que forças do novo exército sírio ou do grupo HTS (Hayat Tahrir al-Sham), que derrubou Assad, entrem na área ao sul de Damasco. Kartz também afirmou que não serão toleradas ameaças à comunidade drusa do sul da Síria, uma minoria étnica no país.
As ações de Israel provocaram protestos no sul da Síria, com sindicatos e grupos civis rejeitando a interferência israelense nos assuntos internos da Síria. Os manifestantes expressaram sua oposição aos projetos separatistas e divisionistas de Israel, convocando a população para enfrentar o que consideram um “projeto israelense proposto”.

GED

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