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Relator da CPI do Crime Organizado pede convocação da esposa de Alexandre de Moraes

Requerimento cita contrato milionário com banco privado e solicita esclarecimentos sobre possível tráfico de influência

Avançou no Senado um novo capítulo das apurações da CPI do Crime Organizado, com pedido formal de convocação da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. O requerimento foi apresentado na última segunda, dia 2, pelo relator da comissão, o senador Alessandro Vieira, e ainda depende de aprovação do colegiado.

O pedido tem como objetivo ouvir a advogada para prestar esclarecimentos sobre possíveis práticas de tráfico de influência e exploração de prestígio junto a instâncias superiores do Poder Judiciário e da administração pública. Caso o requerimento seja aprovado, a CPI deverá agendar uma data para a oitiva.

A solicitação se baseia em documentos preliminares que apontam a existência de um contrato no valor de R$ 129 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia vinculado a Viviane Barci de Moraes. Segundo o relator, os esclarecimentos são necessários para verificar a regularidade do vínculo contratual e afastar ou confirmar eventuais irregularidades.

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Além da convocação, outros parlamentares avançaram com pedidos de investigação mais aprofundada. Os senadores Eduardo Girão e Magno Malta protocolaram requerimento solicitando a quebra de sigilo bancário e fiscal da advogada. O pedido abrange o período de 1º de janeiro de 2024 até 2026, incluindo movimentações financeiras, dados fiscais, investimentos e registros em órgãos de controle.

Entre os órgãos citados no pedido estão a Receita Federal, o Banco Central e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras, com o objetivo de analisar eventuais inconsistências ou indícios de práticas ilícitas.

A CPI do Crime Organizado foi instalada para investigar a atuação de organizações criminosas e possíveis conexões com agentes públicos e privados. A inclusão do caso no escopo da comissão amplia a repercussão política dos trabalhos e tende a intensificar os debates no Congresso Nacional, sobretudo por envolver familiares de integrantes do Supremo Tribunal Federal.

Até o momento, não há decisão final sobre a convocação nem sobre os pedidos de quebra de sigilo, que dependem de deliberação dos membros da CPI. A expectativa é de que os requerimentos sejam analisados nas próximas reuniões da comissão.

GED

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